O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a regulação das redes sociais em entrevista ao canal indiano de notícias India Today, nesta sexta-feira, 20. Segundo Lula, é preciso que as plataformas sejam punidas ao divulgarem conteúdos violentos.
"Existe um lado negativo nas redes digitais, que são as pessoas de má-fé que usam essa mídia. As mentiras prevalecem, as coisas ruins prevalecem. É por isso que defendemos a regulamentação das plataformas, e a plataforma, quando divulga algo violento contra qualquer pessoa, deve ser punida e levada a julgamento pelo órgão regulador. Caso contrário, não conseguiremos lidar com o problema", afirmou Lula.
Questionado sobre a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU), Lula disse que a entidade está enfraquecida porque membros permanentes do Conselho de Segurança não conversam mais entre si. O presidente disse que atua para tornar a ONU "mais representativa".
"Então, é preciso incluir mais pessoas para dar mais representatividade, para que possamos evitar o que aconteceu em Gaza, o que está acontecendo agora em dezenas de países do continente africano, golpes de Estado, guerras no continente africano. Portanto, é necessário que a ONU seja mais representativa. Hoje, ela não é, então, queremos mudar a ONU", disse Lula.
O presidente também disse que não se preocupa com a relação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula afirmou que sua atenção está no contato entre Trump e o Brasil.
"A questão com Bolsonaro está resolvida. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, e ele ficará preso por um bom tempo, por um bom período", declarou Lula ao canal India Today.
Lula está na Índia desde a quarta-feira, 18, e permanecerá no país até este sábado, 21. Ao lado de líderes mundiais como o primeiro-ministro indiano, Nahendra Modi, e o presidente da França, Emmanuel Macron, o presidente participou da Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial em Nova Délhi. Na ocasião, ele defendeu a participação do Sul Global para debater a regulação das novas tecnologias.
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