O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou nesta quarta-feira, 29, que não quer brigar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e criticou o que considera como uma tentativa do republicano de interferir nas eleições brasileiras. As declarações foram dadas durante a convenção nacional do PSB, que oficializou a continuidade do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa do petista ao Palácio do Planalto.
"Eu não quero nem o Trump de inimigo. O Trump às vezes fica querendo brigar comigo, eu não quero briga com ele, eu não sou bobo. O cara disse que tem os maiores navios do mundo, as maiores bombas atômicas, os maiores aviões, o maior Exército, eu quero briga com ele? Eu não quero briga. Eu quero paz e quero derrotá-los na narrativa", disse o petista.
Em seu discurso, Lula também mencionou que o governo brasileiro "teve que negar o visto" a dois integrantes do governo norte-americano que, segundo ele, viriam ao Brasil para "se intrometer nas eleições brasileiras".
O petista criticou ainda os xingamentos feitos a ele pelo presidente da Argentina, Javier Milei, durante a convenção do PL que oficializou o senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidato ao Palácio do Planalto, no último sábado, 25.
"Vocês viram a pataquada que fez aqui o presidente da Argentina? Eu não falei nada, porque a minha relação é de chefe de Estado com o Estado. E eu gosto do povo argentino e não vou ficar trocando coisa com aquela coisa", disse.
Por fim, Lula afirmou: "Enquanto eu for presidente, enquanto eu for vivo, ninguém de fora vai meter o bedelho nas eleições brasileiras".
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