O presidente da França, Emmanuel Macron, alertou nesta sexta-feira, 13, para o risco de interferência estrangeira em eleições europeias e defendeu regras mais rígidas para plataformas digitais como forma de proteger a soberania democrática do continente.
Durante discurso na Conferência de Segurança de Munique, Macron afirmou que, com importantes eleições previstas em países europeus, defender a soberania também envolve garantir "a integridade do debate público e dos processos democráticos". Segundo ele, as democracias estão "claramente sob pressão" diante de manipulação informacional e interferência externa amplificadas por redes sociais.
O presidente francês criticou a ideia de que a liberdade de expressão signifique ausência de regulação. "Como podemos imaginar que tudo o que é proibido no espaço público possa ser permitido no espaço digital sob o argumento da liberdade de expressão?", questionou. Para ele, "liberdade implica respeito" e não pode servir de justificativa para discursos ilegais ou campanhas de desinformação online.
Macron também levantou preocupações sobre o papel dos algoritmos das grandes plataformas. Ao questionar o que significa liberdade de expressão sem regras, afirmou que isso não pode equivaler a "entregar a mente dos nossos adolescentes a algoritmos de grandes empresas que não compartilham nossos valores ou a algoritmos chineses".
Ele defendeu maior responsabilização das empresas de tecnologia e reiterou a proposta de proibir o acesso de menores de 15 anos às redes sociais, classificando a medida como uma forma de proteger "a nossa democracia" e a saúde pública.
Segundo o presidente, preservar o "DNA das nossas democracias" exige combinar regulação digital, coordenação entre países e firmeza diante de tentativas de ingerência externa.
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