O presidente francês Emmanuel Macron fez duras críticas ao acordo entre Mercosul e União Europeia nesta sexta-feira, 27, seguindo a notícia da aplicação provisória da medida. O líder tratou do tema em um pronunciamento televisivo, e afirmou: "jamais defenderei um acordo que seja leniente em relação às importações e rigoroso em relação à produção nacional". Além disso, em uma publicação na rede social X, Macron escreveu: "seremos intransigentes em assegurar o respeito às garantias que obtivemos para proteger nossos agricultores e o povo francês".
Ele disse que a Comissão Europeia assume responsabilidades ao aplicar o acordo provisoriamente sem que ele tenha sido aprovado por todos, destacando o caso do Brasil, que ainda não concluiu o processo de ratificação.
No âmbito do Parlamento Europeu, que ainda não aprovou a medida, Macron afirmou que é uma maneira inadequada de lidar com a questão.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta sexta que a União Europeia iniciará a aplicação provisória do acordo comercial, após a ratificação por Uruguai e Argentina. "Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos", disse, indicando que o braço executivo da UE foi autorizado pelo Conselho Europeu a avançar assim que houvesse a primeira ratificação no bloco sul-americano.
Uruguai e Argentina tornaram-se os primeiros países a concluir o processo interno, na quinta-feira. Brasil e Paraguai devem seguir nas próximas semanas. Com isso, a Comissão decidiu provisoriamente implementar o acordo.
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