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Maersk implementa sobretaxa de emergência para garantir disponibilidade de combustíveis em rede

A gigante dinamarquesa de navegação Maersk informou que está adotando uma sobretaxa emergencial temporária para cobrir o impacto da disponibilidade, do custo e da composição após a situação atual no Estreito de Ormuz afetar significativamente o acesso global a combustíveis. Em comunicado divulgado na terça-feira, 10, a empresa citou que a situação de segurança em constante evolução no Oriente Médio continua a representar um desafio, impactando a logística e as cadeias de suprimentos dos clientes.

"Como resultado, muitas refinarias na região estão inativas ou operando com capacidade reduzida, e a capacidade de exportação está muito limitada. Essa circunstância levou a interrupções substanciais nas cadeias globais de suprimento de combustíveis", disse a companhia.

Para preservar a estabilidade da rede, a companhia realizou uma redistribuição significativa de combustíveis para compensar a escassez no Oriente Médio e tem buscado garantir fontes alternativas de diferentes locais e fornecedores, segundo o comunicado.

Sobre as sobretaxas, a companhia implementou ajustes em viagens de longa distância. Para uma determinada modalidade, a sobretaxa será de US$ 200 para a um contêiner Dry 20 em headhaul - o trajeto principal de maior volume e valor de frete em uma rota de transporte, indo do local de origem para o destino. No trajeto de volta, backhaul, a sobretaxa será de US$ 100 para o contêiner de mesmo tipo. Os anúncios envolvem valores diferentes para contêineres maiores.

A companhia confirmou ainda que suspendeu todas as operações no Porto de Salalah, em Omã, após um incidente ocorrido próximo às instalações, segundo um comunicado divulgado pela empresa nesta quarta-feira, segundo a Reuters.

A empresa de navegação dinamarquesa informou que as atividades no porto foram suspensas "até novo aviso" devido a um incidente em andamento próximo ao terminal de carga geral. A Maersk não forneceu mais detalhes sobre a natureza do incidente.

A transportadora tem 10 navios retidos no Golfo Pérsico e precisaria de pelo menos uma semana a 10 dias para retomar as operações normais em caso de cessar-fogo, disse o CEO Vincent Clerc ao The Wall Street Journal.

Corretores afirmam que há mais de 100 navios porta-contêineres retidos no Golfo, sendo o porto de Jebel Ali, em Dubai, um importante centro de distribuição para o Oriente Médio.

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