O Magazine Luiza iniciou um novo ciclo de captação com a emissão do primeiro Certificado de Depósito Bancário (CDB) pelo seu braço financeiro, MagaluPay SCFI, em um movimento voltado a financiar a expansão do crédito com recursos próprios e reduzir o custo das operações no varejo.
A emissão, disponível desde março na plataforma da XP Investimentos e mais recentemente também na Toro Investimentos, oferece rendimento de 104,5% do CDI para dois anos, 103% para um ano e 102,5% para seis meses. A distribuição deve ser ampliada, nos próximos meses, para outras corretoras parceiras.
Além dos canais de terceiros, o CDB também será ofertado diretamente ao consumidor por meio das caixinhas de investimento no aplicativo do MagaluPay, com liquidez diária, em uma estratégia que busca captar recursos dentro do próprio ecossistema da companhia.
O objetivo é reduzir o custo de funding, ou seja, de captação de recursos para financiar o crédito da carteira de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), uma das principais alavancas de vendas do grupo.
A meta é financiar 100% do crescimento dessa carteira com recursos próprios até o fim de 2026, por meio de instrumentos como CDB e Letras Financeiras, diminuindo a dependência de fontes externas.
"Esse nosso primeiro CDB e o rating da Fitch representam o maior marco do MagaluPay SCFI. Podemos dizer que, finalmente, a nossa financeira nasceu de fato", afirmou o presidente do MagaluPay, Jörg Friedemann.
Segundo ele, a companhia tem trabalhado para ampliar as fontes de financiamento e desenvolver uma modelagem própria de crédito, o que deve trazer vantagens em diversificação, precificação e oferta de novos serviços.
Com licença de financeira concedida pelo Banco Central em fevereiro de 2025, o MagaluPay também recebeu seu primeiro rating de crédito, com nota nacional de longo prazo 'AA-(bra)' atribuída pela Fitch Ratings, com perspectiva estável.
A operação de crédito vem sendo gradualmente internalizada. Em 2025, cerca de 10% da originação do CDC do Magalu foi feita pela financeira, porcentual que chegou a aproximadamente 50% no fim de março. A expectativa é atingir 100% até o final do primeiro semestre.
A carteira de CDC encerrou 2025 em R$ 1,8 bilhão, avanço de 15% em relação a dezembro de 2024.
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