Doença infecciosa é transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles e pode evoluir para formas graves sem diagnóstico e tratamento rápidos
A malária é uma doença infecciosa causada por parasitos do gênero Plasmodium, transmitidos aos seres humanos principalmente pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles, também conhecido como mosquito-prego. A enfermidade tem cura, mas pode provocar complicações graves quando não é identificada e tratada adequadamente.
O ciclo de transmissão começa quando o mosquito pica uma pessoa infectada e suga o sangue que contém os parasitos. Dentro do inseto, os plasmódios se desenvolvem e se multiplicam. Posteriormente, ao picar outro indivíduo, o mosquito transmite os parasitos e dá continuidade ao ciclo da doença.
A malária não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra nem pelo consumo de água. Em situações mais raras, porém, a infecção pode ocorrer por transfusão de sangue, compartilhamento de seringas contaminadas, acidentes laboratoriais ou transmissão da gestante para o bebê.
Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, calafrios, tremores, suor intenso e dor de cabeça. Náuseas, vômitos, cansaço, dores no corpo e falta de apetite também podem aparecer. Em casos graves, o paciente pode apresentar convulsões, alteração da consciência, dificuldade para respirar, queda da pressão arterial, choque e hemorragias.
Gestantes, crianças e pessoas infectadas pela primeira vez apresentam maior risco de desenvolver complicações, especialmente nos casos provocados pelo Plasmodium falciparum. Diante de sintomas após permanecer ou viajar por uma área com ocorrência da doença, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde e informar os locais visitados.
O diagnóstico depende da identificação do parasito ou de seus antígenos no sangue. Depois da confirmação, o tratamento é definido conforme a espécie do plasmódio, a idade, o peso, as condições clínicas e a gravidade do caso. Os medicamentos são disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, enquanto pacientes com manifestações graves devem ser hospitalizados.
No Brasil, a maioria das ocorrências está concentrada na região amazônica. Ainda assim, casos registrados em outras áreas exigem atenção, pois o diagnóstico pode ser tardio. Para reduzir o risco de infecção, o Ministério da Saúde recomenda o uso de repelentes, mosquiteiros, telas em portas e janelas e roupas que protejam braços e pernas, sobretudo entre o entardecer e o amanhecer, período de maior atividade do mosquito.
0 Comentário(s)