A mamografia continua sendo uma das ferramentas mais importantes no enfrentamento do câncer de mama no país. Dados recentes indicam que 92% das brasileiras entre 50 e 69 anos já realizaram o exame ao menos uma vez entre 2007 e 2024, índice considerado elevado e fundamental para o diagnóstico precoce da doença. A detecção em estágios iniciais amplia significativamente as chances de tratamento eficaz e de redução da mortalidade.
A atenção ao tema se torna ainda mais relevante diante das estimativas para os próximos anos. O número projetado de novos casos de câncer de mama por ano, entre 2026 e 2028, é de 78.610. A concentração dos diagnósticos ocorre principalmente em faixas etárias mais avançadas: quase 60% dos casos estão entre mulheres de 50 a 74 anos, o que reforça a importância do rastreamento regular nesse grupo.
Os dados também mostram boa adesão ao exame conforme a idade. Entre mulheres de 50 a 59 anos, 91,9% já realizaram a mamografia. Na faixa de 60 a 69 anos, o percentual sobe para 93,1%, indicando maior conscientização à medida que o risco aumenta. Especialistas destacam que a periodicidade do exame, conforme orientação médica, é decisiva para identificar alterações ainda assintomáticas.
Além do rastreamento, hábitos de vida saudáveis exercem papel importante na prevenção. A prática regular de atividade física, a manutenção do peso adequado, uma alimentação equilibrada e a redução do consumo de álcool são medidas associadas à diminuição do risco da doença. Ainda assim, a prevenção não elimina totalmente a possibilidade de diagnóstico, o que torna o acompanhamento médico indispensável.
Ficar atenta aos sinais de alerta também é essencial. Entre os principais sintomas estão o aparecimento de nódulo endurecido, geralmente indolor e fixo, alterações na pele da mama — como vermelhidão ou aspecto de casca de laranja —, mudanças no mamilo, incluindo retração ou secreção espontânea, além de pequenos nódulos no pescoço ou nas axilas. Diante de qualquer um desses sinais, a orientação é procurar avaliação médica o quanto antes.
A ampliação do acesso à mamografia e a disseminação de informações seguem como pilares no combate ao câncer de mama, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer. O diagnóstico precoce continua sendo o caminho mais eficaz para salvar vidas e reduzir impactos físicos e emocionais da doença.
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