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Diário de Notícias

DN.

Marcelo Pretto, integrante do Barbatuques, morre aos 58 anos, em São Paulo

O músico Marcelo Pretto, integrante do grupo Barbatuques, morreu na madrugada deste domingo, 8, aos 58 anos. A informação foi confirmada pela página oficial do conjunto no Instagram. Ele estava internado no Hospital Alvorada, em São Paulo.

Segundo nota divulgada pelo grupo, a morte ocorreu após a evolução de um quadro clínico de diabetes avançada. Conhecido entre colegas como Mitsu, o músico não resistiu às complicações da doença.

"Seu legado artístico é gigantesco e vai muito além de sua participação no Barbatuques. Pesquisador da música e das manifestações culturais populares da música brasileira, Mitsu foi uma fonte de inspiração para nós. Sua voz única ecoará para sempre nas nossas obras e, sobretudo, nos nossos corações", escreveu o grupo no Instagram.

Internação e estado de saúde

Em fevereiro deste ano, o Barbatuques informou nas redes sociais que Pretto havia sido internado em estado grave devido ao avanço da diabetes.

De acordo com o comunicado, o músico havia passado pela amputação de um pé no ano anterior. Nas semanas seguintes à internação, ele apresentou convulsões, sofreu uma parada cardíaca e desenvolveu uma infecção, permanecendo intubado e sedado.

Na ocasião, o grupo pediu apoio do público e de admiradores para o artista.

Trajetória na música

Marcelo Pretto integrava o Barbatuques desde 1999. O grupo, fundado em 1995 por Fernando Barba, tornou-se conhecido pelo trabalho com percussão corporal, usando o corpo e a voz como instrumentos musicais.

Além da atuação no coletivo, Pretto também fazia parte do grupo A Barca, dedicado à pesquisa da música tradicional brasileira. Em apresentações solo, combinava canto com diferentes recursos sonoros, como violão, percussão corporal, pedal de loop, berimbau de boca e performances à capela.

Ao longo da carreira, participou da gravação de mais de 50 discos de artistas no Brasil e no exterior, além de apresentações em diferentes projetos musicais.

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