Neste 27 de julho, Marielle Franco completaria 47 anos. Socióloga, ativista e vereadora da cidade do Rio de Janeiro, ela teve a trajetória interrompida em 14 de março de 2018, quando foi assassinada a tiros ao lado do motorista Anderson Gomes, em um crime que ganhou repercussão internacional e se tornou um dos casos mais marcantes da história política recente do Brasil.
Nascida em 27 de julho de 1979 e criada no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, Marielle construiu sua carreira pautada na defesa dos direitos humanos, das mulheres, da população negra, das pessoas LGBTQIA+ e dos moradores de favelas. Formada em Ciências Sociais pela PUC-Rio e mestre em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), foi eleita vereadora em 2016 pelo PSOL com a quinta maior votação da cidade. Durante o mandato, presidiu a Comissão da Mulher da Câmara Municipal e destacou-se pela fiscalização das políticas de segurança pública e pela defesa de grupos historicamente vulneráveis.
O assassinato de Marielle e de Anderson Gomes provocou manifestações em diversas cidades do Brasil e do exterior, transformando a parlamentar em um símbolo da defesa da democracia, dos direitos humanos e do combate à violência política. Sua imagem passou a ser homenageada em monumentos, obras de arte, livros, documentários e instituições criadas para preservar seu legado.
As investigações avançaram ao longo dos anos. Os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados como executores do crime. Em 2024, os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, além do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, passaram a responder como acusados de participação intelectual no atentado. Em 2026, Domingos e Chiquinho Brazão foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes relacionados ao assassinato da vereadora.
Mesmo oito anos após sua morte, Marielle Franco continua sendo uma das figuras mais lembradas da política brasileira contemporânea. Em seu aniversário, familiares, movimentos sociais, autoridades e entidades costumam promover homenagens e reforçar debates sobre justiça, direitos humanos e participação política, mantendo vivo o legado de uma das parlamentares mais influentes de sua geração.
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