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Marina Silva faz balanço histórico ao deixar o Ministério do Meio Ambiente: desmatamento na Amazônia caiu 50%

Em um dos movimentos mais comentados do cenário ambiental brasileiro, a ministra Marina Silva se despediu ontem do comando do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, encerrando sua terceira passagem pela pasta após 39 meses de gestão de janeiro de 2023 a 1º de abril de 2026.

Em discurso de mais de 50 minutos em Brasília, ela apresentou um balanço expressivo:

Os números da gestão

Em comparação com 2022, os resultados alcançados foram:

  • Desmatamento na Amazônia caiu 50%
  • Desmatamento no Cerrado recuou 32,3%
  • 733,9 milhões de toneladas de CO₂ deixaram de ser emitidas na atmosfera
  • No ciclo mais recente de agosto de 2025 a fevereiro de 2026 houve nova queda de 33% na Amazônia e de 7% no Cerrado
  • As ações de fiscalização do Ibama na Amazônia cresceram 80% em relação a 2022
  • O orçamento anual da pasta mais que dobrou, saltando de R$ 865 milhões para R$ 1,9 bilhão
  • Mais de 1.557 novos servidores foram incorporados ao sistema ambiental federal

O alerta que ainda persiste

Apesar dos avanços, um ponto de atenção se mantém: o Pantanal registrou aumento de 45,5% nos alertas de desmatamento entre agosto de 2025 e janeiro de 2026. Além disso, um relatório recém-divulgado pela plataforma Amazon Mining Watch revelou que 6 mil hectares da Floresta Amazônica foram destruídos pela mineração ilegal só no último trimestre de 2025 área comparada a sete vezes o Central Park de Nova York.

O que vem pela frente?

Marina Silva destacou que, se o ritmo de queda for mantido, 2026 pode registrar a menor taxa de desmatamento da história da Amazônia. O ex-secretário executivo da pasta assume o comando a partir de agora, com o desafio de dar continuidade à agenda ambiental em ano de Copa do Mundo e eleições.

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