A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que 49 líderes iranianos foram mortos até esta segunda-feira, 2, durante os ataques dos Estados Unidos no Irã. Na noite do sábado, a mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, após uma ofensiva de forças militares americanas e de Israel.
"Matar terroristas é bom para a América. 49 dos líderes mais importantes do regime iraniano - incluindo o líder supremo aiatolá Ali Khamenei - já foram eliminados da face da Terra até agora, nos ataques iniciais da Operação Epic Fury", disse Karoline em publicação no X.
Também pelas redes sociais, as Forças Armadas dos EUA informaram que destruíram 11 navios de guerra iranianos. "Há dois dias, o regime iraniano tinha 11 navios no Golfo de Omã; hoje, não tem NENHUM", afirmou o Comando Central dos EUA em uma publicação no X.
Segundo o chefe do Estado-Maior americano, Dan Caine, os Estados Unidos atingiram mais de 1.250 alvos nas primeiras 48 horas do conflito contra o Irã. Os alvos incluem centros de comando e controle, locais de mísseis balísticos, navios e submarinos, bem como locais de mísseis antinavio, de acordo com dados publicados pelo comando militar americano (Centcom).
Ameaças e fechamento de Ormuz
Um comandante sênior da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que Teerã teria como alvo o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz e atacaria a infraestrutura de petróleo no Oriente Médio para impedir as exportações, segundo a agência de notícias Iran International, baseada em Londres.
"Qualquer navio que tentar passar pelo Estreito de Ormuz será incendiado", afirmou o brigadeiro-general Ebrahim Jabbari em declarações divulgadas pela mídia iraniana nesta segunda-feira, 2.
A Guarda já tinha ameaçado os EUA e Israel, afirmando que eles "não estarão a salvo em nenhum lugar do mundo". A Força Quds, unidade de elite militar encarregada das operações exteriores, advertiu, em um comunicado difundido pela TV estatal, que não descansará "até que o inimigo seja derrotado" e que "não estarão mais a salvo em nenhum lugar do mundo, nem mesmo em seus próprios lares".
Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não permanecerá "em silêncio" após denunciar "ataques" contra uma escola e um hospital, atribuídos a bombardeios israelenses-americanos.
"Os ataques contra os hospitais atentam contra a própria vida. Os ataques contra as escolas atentam contra o futuro da nação (...) O mundo deve condenar esses atos", escreveu Pezeshkian.
"O Irã não permanecerá em silêncio e não cederá diante desses crimes", acrescentou. O Irã afirma que um bombardeio no sábado deixou 168 mortos em uma escola no sul do país, mas nem os Estados Unidos nem Israel confirmaram o ataque, que a AFP não pôde verificar por não ter acesso ao local. Em Teerã, um hospital foi danificado no domingo.
Conflito se espalha
Os Estados Unidos deram indícios na tarde desta segunda-feira de que vão ampliar seu envolvimento militar na guerra contra o Irã. Na Casa Branca, o presidente Donald Trump afirmou que uma grande onda de ataques contra Teerã está por vir. Em uma entrevista separada ao jornal New York Post, o republicano também afirmou que 'não tem medo' de enviar soldados ao Irã.
Em coletiva no Pentágono, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior as Forças Armadas americanas disseram que ampliarão o número de caças em atuação na Operação Fúria Épica.
Nesta segunda, o conflito se espalhou para outros países da região depois que Israel e a milícia xiita Hezbollah, aliada de Teerã, trocaram ataques. O país persa também lançou bombardeios com drones contra alvos em diversos países da região como o Kuwait, o Catar e a Arábia Saudita.
Ainda nesta segunda, o chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que o país não negociará com os Estados Unidos.
"Essa era a nossa chance de atacar e é o que estamos fazendo agora. Esse regime doente e sinistro. Vamos destruir a capacidade de misseis do Irã", afirmou Trump durante uma cerimônia em homenagem aos quatro soldados americanos mortos no conflito.
No Pentágono, Hegseth declarou que os objetivos militares americanos consistem em destruir a capacidade do Irã de lançar ataques balísticos e navais contra israelenses e ativos americanos no Oriente Médio.
Outra meta é destruir definitivamente o programa nuclear persa. No ano passado, os EUA e Israel lançaram ataques aéreos contra centrais nucleares iranianos com o mesmo objetivo, que acabaram não sendo cumpridos.
*Com informações de agências internacionais.
0 Comentário(s)