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Diário de Notícias

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Mau hálito atinge milhões de brasileiros e pode indicar problemas de saúde

O mau hálito, conhecido clinicamente como halitose, é uma condição comum que pode afetar pessoas de diferentes idades e interferir diretamente na autoestima e nas relações sociais. Embora não seja considerado uma doença por si só, o problema pode funcionar como sinal de alterações na saúde bucal ou, em alguns casos, de condições que precisam de investigação profissional. Segundo dados apresentados pela Associação Brasileira de Halitose (ABHA), cerca de 68,8 milhões de brasileiros convivem com o problema.

Na maioria das vezes, a origem do mau hálito está relacionada à própria boca. Entre as causas estão o acúmulo de placa bacteriana na língua, doenças periodontais, alterações na produção de saliva e higiene bucal inadequada. Próteses mal adaptadas e restaurações com problemas também podem favorecer o acúmulo de resíduos e bactérias responsáveis por odores desagradáveis.

Há ainda fatores relacionados aos hábitos cotidianos. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, cigarro e determinados alimentos, como alho e cebola, pode contribuir para alterações temporárias no hálito. O ressecamento da boca também merece atenção, uma vez que a saliva desempenha papel importante na limpeza da cavidade oral e no controle da proliferação de microrganismos.

Para prevenir e controlar a halitose, a higiene deve ir além da escovação dos dentes. A limpeza diária da língua, o uso adequado do fio dental, a ingestão regular de água e consultas periódicas ao dentista são medidas importantes. Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool também contribui para a saúde da boca e para a prevenção do problema.

Quando o mau hálito permanece mesmo com uma rotina adequada de higiene, a recomendação é procurar avaliação profissional. A persistência pode estar associada a problemas odontológicos ou outras condições de saúde que exigem diagnóstico específico. Identificar a causa, em vez de apenas tentar mascarar o odor com balas ou enxaguantes, é o caminho mais adequado para um tratamento efetivo.

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