O Mercado Livre anunciou um investimento histórico de R$ 57 bilhões no Brasil em 2026 um salto de 50% em relação aos R$ 38 bilhões aportados no ano anterior. O valor reforça o país como o principal mercado global da empresa, responsável por cerca de 52% de toda a sua receita mundial.
Como parte do plano, a companhia prevê a abertura de 14 novos centros de distribuição no modelo fulfillment onde a empresa armazena, embala e envia os produtos dos vendedores diretamente ao consumidor final. A rede passará de 28 para 42 unidades no Brasil, cobrindo novas regiões do país e reduzindo os prazos de entrega.
O investimento se divide em três frentes principais. Na expansão logística, o foco é ampliar a capacidade de processamento e alcançar regiões ainda pouco atendidas. No marketplace, o objetivo é avançar em categorias ainda pouco digitalizadas, como alimentos e bebidas. Já o Mercado Pago, braço financeiro da empresa, receberá uma fatia significativa dos recursos para ampliar a oferta de crédito aos consumidores e às 5,8 milhões de pequenas e médias empresas que operam dentro do ecossistema da companhia no Brasil.
O contexto favorece a aposta: a penetração do e-commerce no Brasil ainda é de apenas 16% a 17%, bem abaixo de mercados maduros, o que representa um vasto espaço para crescimento. Segundo estudo da Nuvemshop, o comércio eletrônico nacional deve movimentar cerca de R$ 260 bilhões em 2026.
Para o consumidor, o efeito prático será entregas mais rápidas e acesso a um sortimento maior de produtos. Para os vendedores, mais crédito disponível e capacidade logística ampliada. Em 2024, as PMEs dentro do ecossistema do Mercado Livre movimentaram R$ 381 bilhões, valor equivalente a 3,2% do PIB brasileiro.
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