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Meta demite centenas de funcionários pela segunda vez em 2026 para bancar investimentos em IA

A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, iniciou na quarta-feira (25) uma nova rodada de demissões que atingiu centenas de funcionários em diferentes áreas da empresa: operações globais, recrutamento, vendas, Facebook e a divisão de realidade virtual Reality Labs. A confirmação veio pela emissora americana CNBC. É a segunda rodada de cortes da companhia em 2026, após já ter demitido mais de mil pessoas no início do ano.

Por que a Meta está demitindo?

A resposta oficial da empresa é reestruturação. Mas o contexto real é mais direto: a Meta está trocando pessoas por inteligência artificial. A companhia planeja investir até US$ 135 bilhões em capital só em 2026, praticamente o dobro do que gastou no ano anterior, e grande parte desse valor vai para infraestrutura de IA: data centers, poder computacional e contratação de pesquisadores especializados. Com os custos disparando, cortar equipes em áreas tradicionais é a forma que a empresa encontrou de equilibrar as contas.

O que acontece com quem foi demitido

Parte dos funcionários impactados recebeu a oferta de mudar de função dentro da empresa, mas com uma condição: algumas das vagas disponíveis exigem mudança de cidade. Quem não aceitou foi desligado. Segundo relatos, alguns funcionários foram orientados a trabalhar de casa enquanto esperam a formalização do desligamento.

O cenário mais amplo: possível corte de 20%

Antes desta rodada, a Reuters já havia reportado que a Meta estuda um corte ainda maior, que poderia atingir 20% ou mais de sua força de trabalho global, algo em torno de 15 mil a 16 mil pessoas. Esse seria o maior corte da empresa desde 2022 e 2023, quando Zuckerberg promoveu o chamado "ano da eficiência" e dispensou cerca de 21 mil funcionários. A Meta negou e classificou a informação como "especulativa", mas os cortes desta semana mostram que o processo de reestruturação já está em curso.

A aposta bilionária na IA

Por trás dos cortes está uma corrida para não ficar para trás na disputa global por liderança em inteligência artificial. A Meta comprou recentemente a Moltbook, uma rede social voltada para agentes de IA, e desembolsou pelo menos US$ 2 bilhões na aquisição da startup chinesa Manus, especializada em automação por IA. A empresa também anunciou um novo programa de remuneração em ações para seus principais executivos, com o objetivo de reter lideranças em meio à transformação interna.

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