O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta segunda-feira, 30, que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explique, no prazo de 24 horas, uma declaração do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que afirmou estar gravando um vídeo para mostrar ao pai. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar temporariamente e está impedido de acessar celular ou redes sociais, inclusive via terceiros.
O Estadão tenta contato com os advogados de Jair Bolsonaro. O espaço está aberto.
No sábado, 28, Eduardo gravou com o celular sua declaração durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), nos Estados Unidos, e disse que o vídeo era para mostrar para o ex-presidente.
"Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado", disse Eduardo no evento.
Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde a última sexta-feira, 27, após passar duas semanas internado em um hospital particular em Brasília para tratar um quadro de broncopneumonia. Ao converter a prisão para o regime domiciliar, Moraes determinou o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de usar celular e redes sociais.
No pedido de esclarecimentos à defesa, Moraes relembra que "o descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e ao retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário for, ao hospital penitenciário".
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