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Motiva: Lucro líquido ajustado soma R$ 627 milhões no primeiro trimestre de 2026

A Motiva reportou lucro líquido ajustado consolidado de R$ 627 milhões no primeiro trimestre de 2026. A cifra representa uma alta de 16,3% em relação a igual intervalo de 2025.

"O primeiro trimestre de 2026 evidenciou o impacto da otimização e da simplificação do portfólio e do programa de eficiência em curso na companhia", afirmou o CEO da Motiva, Miguel Setas. O executivo acrescentou que a empresa manteve a seletividade na alocação de capital e disciplina financeira, que sustentaram o crescimento rentável.

O Ebitda ajustado consolidado da empresa somou R$ 2,240 bilhões no período, alta anual de 9,3%. A margem Ebitda ajustada consolidada cresceu 2,2 pontos porcentuais, atingindo 67,3%.

No segmento de rodovias, o Ebitda ajustado foi de R$ 1,93 bilhão, com o aumento de 4,1 pontos porcentuais da margem Ebitda Ajustada, para 82,4%. Esses números refletem a otimização do portfólio, com a repactuação do contrato de concessão da BR-163/MS (hoje, Motiva Pantanal) e o bom desempenho operacional dos novos ativos Motiva Paraná e Motiva Sorocabana (SP), segundo o release de resultados.

A redução de R$ 19 milhões nas despesas com serviços de terceiros também teve impacto positivo.

A receita líquida ajustada consolidada totalizou R$ 3,327 bilhões entre janeiro e março, avanço anual de 5,7%. O indicador foi beneficiado, entre outros fatores, pelo forte desempenho operacional nas plataformas de Rodovias e Trilhos, segundo o release de resultados.

A receita e o Ebitda reportados no primeiro trimestre de 2026 não contabilizam os números da plataforma de Aeroportos, tendo em vista o acordo de venda do ativo para o grupo mexicano ASUR, assinado em novembro de 2025. A partir desta data, os valores relacionados à unidade passaram a ser consolidados na linha Resultado das Operações Descontinuadas, com efeito sobre o cálculo do lucro líquido da companhia.

De janeiro a março, a Motiva registrou resultado financeiro líquido negativo de R$ 784 milhões, piora de 3,2% ante um ano, em um trimestre marcado por alta de 24,2% nas despesas com juros sobre empréstimos, financiamentos, debêntures e notas comerciais, e aumento de 21,2% nas variações monetárias.

O desempenho foi parcialmente compensado pelo avanço de 52,6% dos rendimentos sobre aplicações financeiras e outras receitas e pelo crescimento de 62,7% na capitalização de custos sobre empréstimos, segundo a empresa.

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