O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a abertura de um inquérito policial para apurar suspeitas de perseguição virtual e ameaças ao banqueiro Daniel Vorcaro e seus familiares.
De acordo com a portaria, a investigação deve apurar a publicação de "alegações falsas, humilhantes e abusivas, usando imagens de familiares da vítima" e o envio de "mensagens com conteúdo ameaçador" por meio das redes sociais.
A apuração se baseia em uma representação feita pela advogada Vanessa Souza, que é especializada em leis de tecnologia e representa a família do empresário. O documento listou mensagens recebidas com ameaças nas redes sociais da filha de Vorcaro e publicações em redes sociais feitas por influenciadores.
"Todas as narrativas apresentadas nas publicações reiteradas dos representados contêm alegações falsas, abusivas e humilhantes, e frequentemente utilizam imagens de familiares das vítimas sem qualquer consentimento", escreveu na representação. Procurada, a advogada disse que não iria se manifestar.
O pedido de inquérito policial foi feito no final de fevereiro, antes da segunda prisão preventiva do empresário, decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
Vorcaro foi preso na semana passada sob suspeita de manter uma espécie de milícia privada que era usada para ameaçar adversários e invadir sistemas de informática dos órgãos de investigação, com o objetivo de obter documentos sigilosos dos casos em andamento contra ele.
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