O Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 140 casos confirmados de Mpox desde o início do ano, sem nenhum registro de morte relacionada à doença. Além das confirmações, há 539 casos suspeitos e 9 classificados como prováveis, todos ainda em investigação pelas autoridades sanitárias.
A distribuição dos casos ao longo dos meses revela uma certa estabilidade no ritmo de notificações: janeiro registrou 68 casos confirmados e prováveis, fevereiro contabilizou 70, e março soma 11 registros até o momento, de acordo com os dados oficiais.
Do ponto de vista geográfico, a doença está concentrada principalmente no Sudeste. São Paulo lidera com 93 registros, seguido pelo Rio de Janeiro, com 18 casos, e Rondônia, com 11. Estados como Piauí, Acre, Roraima e Tocantins não registraram ocorrências da doença neste ano.
O perfil epidemiológico também chama atenção: 77% das infecções foram registradas em homens, e 69% dos pacientes têm entre 30 e 39 anos.
Sobre a doença em si, a Mpox é causada pelo vírus Monkeypox e seu contágio se dá por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas, podendo incluir também febre, dor de cabeça, dores musculares e gânglios inchados.
Em comparação com o ano anterior, o cenário atual é bem menos grave: em 2025, o painel de monitoramento do Ministério da Saúde indica que o ano terminou com 1.059 casos confirmados e 3 óbitos, com o início daquele ano tendo apresentado crescimento mais forte em comparação com o mesmo período de 2026.
O Ministério da Saúde reforça que a vigilância ativa segue em curso, com o SUS preparado com equipes monitorando e investigando os casos e realizando rastreamento de contatos para interromper possíveis cadeias de transmissão. A secretária de Ciência e Inovação do ministério garantiu que, apesar do acompanhamento rigoroso, não há motivo para pânico neste momento.
Quanto à prevenção, a estratégia de vacinação prioriza pessoas com maior risco de evolução para formas graves, como pessoas vivendo com HIV/Aids com imunossupressão. A vacina também é indicada para profissionais de laboratório que atuam com nível de biossegurança 2 e pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos.
0 Comentário(s)