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Mpox: o que é a varíola dos macacos, como se transmite e quais são os principais sintomas

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A mpox, conhecida popularmente como varíola dos macacos, é uma doença infecciosa causada pelo vírus monkeypox, pertencente à mesma família da varíola humana. Embora seja do mesmo grupo, a varíola humana foi erradicada em 1980 e apresentava um grau de letalidade muito mais elevado.

A mpox tem chamado a atenção das autoridades de saúde por sua capacidade de transmissão e pelo aumento de registros em diferentes países nos últimos anos, o que reforça a importância da informação e da prevenção.

O que é a doença

A mpox é provocada por um vírus do gênero ortopoxvírus, capaz de infectar seres humanos e animais. Na maioria dos casos, a infecção é autolimitada, com sintomas que duram de duas a quatro semanas, mas pode causar complicações em grupos mais vulneráveis, como crianças, gestantes e pessoas com imunidade baixa.

Como ocorre a transmissão

A transmissão acontece principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, gotículas respiratórias e também por meio de objetos e materiais contaminados, como roupas de cama, toalhas e utensílios pessoais.

Especialistas reforçam que a mpox não está associada a orientação sexual e pode atingir qualquer pessoa que tenha contato próximo com alguém infectado.

Sintomas iniciais e evolução

Os primeiros sintomas costumam surgir alguns dias após a exposição ao vírus e incluem:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dores musculares
  • Dor nas costas
  • Inchaço dos gânglios (ínguas)
  • Calafrios
  • Exaustão

De um a três dias após o início da febre, o paciente geralmente desenvolve uma erupção cutânea, que começa, na maioria dos casos, no rosto e se espalha para outras partes do corpo. As lesões evoluem para bolhas e crostas, até a cicatrização completa.

Diagnóstico e cuidados

O diagnóstico é feito por avaliação clínica e confirmado por exames laboratoriais. Ao apresentar sintomas suspeitos, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente, evitar contato físico com outras pessoas e não compartilhar objetos pessoais.

O tratamento é, na maior parte dos casos, de suporte, com controle dos sintomas, hidratação e monitoramento médico. Em situações específicas, antivirais podem ser indicados.

Prevenção continua sendo fundamental

Entre as principais formas de prevenção estão:

  • Evitar contato direto com lesões suspeitas
  • Manter boa higiene das mãos
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal
  • Utilizar proteção em ambientes de risco
  • Seguir orientações das autoridades de saúde

Especialistas reforçam que a informação correta é essencial para reduzir o preconceito, o pânico e, principalmente, a disseminação do vírus.

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