A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga uma mulher de 32 anos, suspeita de matar um cachorro chamado Branquinho com golpes de picareta em Porto Alegre. O caso veio à tona após a divulgação de um vídeo que mostra a agressão ao animal. O Estadão busca contato com a defesa da suspeita.
A investigação teve novos desdobramentos na última segunda-feira, 4, quando policiais civis cumpriram mandado de busca e apreensão na residência da mulher. Segundo a polícia, outros animais foram encontrados em situação de maus-tratos, acorrentados em ambiente escuro, cercados por lama, fezes e urina, sem acesso adequado a água e alimentação. Eles foram encaminhados a um abrigo municipal. A mulher foi presa em flagrante por maus-tratos.
Em audiência de custódia realizada na terça-feira, 5, a Justiça manteve válida a prisão, mas autorizou que ela responda em liberdade mediante cumprimento de medidas cautelares, incluindo acompanhamento psicológico. A investigada está proibida de ter animais sob sua guarda. Segundo a decisão, a liberdade provisória foi concedida porque ela não tinha antecedentes criminais.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, César Carrion, o crime ocorreu em novembro de 2025, mas as imagens só chegaram às autoridades em 16 de abril deste ano, após denúncia anônima encaminhada ao Ministério Público do Meio Ambiente.
Ainda segundo a investigação, o material foi localizado pelo ex-companheiro da mulher enquanto ele buscava provas para se defender de uma medida protetiva registrada contra ele um dia antes, em 15 de abril. As imagens estavam armazenadas na nuvem vinculada ao sistema de câmeras de segurança da residência.
O caso foi encaminhado à 15ª Delegacia de Polícia no dia 27 de abril, por meio de ofício enviado pelo Ministério Público e pelo Gabinete da Causa Animal da Prefeitura de Porto Alegre. Em 48 horas, os investigadores reuniram elementos que embasaram o pedido de prisão preventiva e o mandado de busca no imóvel.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul informou que a investigada foi acompanhada pela Defensoria Pública do Estado durante a audiência de custódia. Em nota, a Defensoria esclareceu que a mulher possui advogadas particulares.
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