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NASA inicia nova missão para investigar atmosferas de planetas fora do Sistema Solar

NASA inicia nova missão para investigar atmosferas de planetas fora do Sistema Solar

A NASA deu início às observações científicas da missão Pandora, um satélite de pequeno porte dedicado a estudar as atmosferas de planetas que orbitam outras estrelas. Lançado em 11 de janeiro deste ano, o equipamento passou pelo período de testes e calibração e agora entra na fase de coleta de dados. Segundo a equipe responsável, o sistema está saudável e todos os instrumentos operam dentro do desempenho previsto.

O alvo da missão é um problema técnico que vem limitando o estudo de mundos distantes. Quando um planeta passa à frente de sua estrela, parte da luz atravessa a atmosfera planetária e carrega a assinatura química desse envelope gasoso. Só que a própria estrela não é uniforme: manchas e regiões mais brilhantes na superfície produzem variações que se misturam ao sinal do planeta e podem levar a leituras equivocadas. Pandora foi desenhado justamente para observar estrela e planeta simultaneamente em luz visível e infravermelha, permitindo descontar a contribuição estelar e isolar o que de fato vem da atmosfera.

O plano científico prevê o estudo de ao menos 20 exoplanetas, cada um observado dez vezes em sessões contínuas de 24 horas. Com esse conjunto de dados, os pesquisadores esperam identificar a presença de nuvens, névoas e vapor d'água nessas atmosferas, além de caracterizar melhor o comportamento das estrelas hospedeiras. O satélite opera em órbita baixa da Terra e carrega um telescópio de aproximadamente 45 centímetros de diâmetro, construído com uma técnica de fabricação em alumínio que reduziu custo e prazo de produção.

A missão é conduzida pelo Goddard Space Flight Center, da NASA, em colaboração com universidades e laboratórios parceiros, e integra a linha de projetos de baixo custo que a agência tem usado para complementar observatórios de grande porte. A expectativa é que os resultados de Pandora ajudem a refinar as interpretações de dados obtidos por telescópios maiores e orientem a escolha dos alvos mais promissores na busca por mundos potencialmente habitáveis.

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