Neymar foi relacionado pelo técnico Cuca entre os 25 jogadores do Santos para o jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira (26), às 21h30, no Allianz Parque. A presença dele em campo, porém, seguia indefinida até as últimas horas antes da bola rolar. O atacante treinou normalmente no CT do clube na terça-feira, mas não acompanhou a delegação na viagem a São Paulo — a ideia é que se junte ao elenco pouco antes da partida.
A hesitação tem endereço conhecido: o gramado sintético do estádio palmeirense. Desde que voltou ao futebol brasileiro, Neymar atuou uma única vez sobre esse tipo de piso e transformou o tema em bandeira pública. Ao lado de Thiago Silva e Memphis Depay, ele encabeça uma campanha contra o uso de superfícies artificiais no futebol profissional, argumentando que ligas de maior prestígio, como a inglesa, não permitem campos totalmente sintéticos e que o risco de lesão e desgaste é maior. A Premiership escocesa aprovou o banimento desse tipo de gramado a partir da temporada 2026/27.
O Palmeiras rebate as críticas e sustenta que não há base científica nas acusações. O clube lembra que seu gramado é certificado pela Fifa e passa por inspeções anuais desde 2020, mantendo parâmetros equivalentes aos de um campo natural em boas condições, e cita levantamentos segundo os quais registrou o menor número de lesões entre as equipes da Série A nos últimos cinco anos. Além do alviverde, Botafogo e Athletico Paranaense também utilizam a tecnologia na elite nacional.
O confronto encontra os dois times em momentos opostos. O Palmeiras de Abel Ferreira lidera o Brasileirão, vem de goleada por 4 a 1 sobre o Vasco e eliminou o Fortaleza na fase anterior, mas lida com a provável saída do ponta Allan, em negociação adiantada com o Manchester City. O Santos ocupa a 14ª colocação, com 26 pontos, empatou em 1 a 1 com o Mirassol e chegou às quartas após passar pelo Remo. A partida de volta está marcada para 2 de setembro, às 21h30, na Vila Belmiro.
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