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Um novo relatório intitulado “New Zealand Acute Care EMR & Digital Health 2026” foi publicado nesta semana pela consultoria Black Book Research, oferecendo um panorama detalhado do cenário de saúde digital no país e na região da Austrália-Nova Zelândia (ANZ). O documento mapeia os principais fatores que estão moldando a transformação dos sistemas de registros eletrônicos de saúde (EMR) e das plataformas digitais em hospitais e serviços de atenção aguda.
O relatório indica que o mercado de saúde digital na Nova Zelândia está entrando em uma fase de consolidação, impulsionada por reformas estruturais, iniciativas nacionais de interoperabilidade e uma demanda crescente por confiabilidade, segurança cibernética e integração de dados clínicos. Ao contrário de mercados que adotaram um sistema nacional de registros clínicos único, a Nova Zelândia está construindo sua estratégia com múltiplos componentes nacionais interoperáveis, incluindo identidade digital, mensagens seguras, infraestrutura de medicamentos, prontuários compartilhados e APIs que conectam sistemas locais e regionais.
Especialistas destacam que a consolidação tecnológica deve reduzir a fragmentação dos sistemas de saúde, melhorar a segurança dos dados e aumentar a produtividade clínica. A nova abordagem fortalece a capacidade das equipes de saúde de acessar informações atualizadas dos pacientes independentemente do local de atendimento, um passo essencial para ampliar a qualidade dos cuidados e a eficiência operacional.
Esse movimento no setor digital de saúde vai ao encontro de outras iniciativas em curso no país. Projetos nacionais como o Shared Digital Health Record — um sistema de registros de saúde compartilhados que permite o compartilhamento de dados entre clínicas, hospitais e profissionais autorizados — estão sendo implementados em fases, com expectativa de lançamento ampliado para meados de 2026.
Além disso, a Nova Zelândia vem reforçando a segurança e resiliência de seus sistemas de saúde digitais após incidentes de segurança envolvendo plataformas clínicas e portais de pacientes, colocados sob revisão governamental para fortalecer a proteção de dados e a confiabilidade das infraestruturas digitais.
O relatório completo de 2026 também faz parte de um panorama mais amplo, que inclui um estudo global sobre tecnologia de saúde digital cobrindo mais de 140 países e avaliando dezenas de fornecedores de soluções de saúde eletrônica — um recurso importante para governos, profissionais e gestores que buscam estratégias de implementação mais eficazes neste campo.
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