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Diário de Notícias

DN.

O Brasileiro gasta mais com o seu Pet do que com a própria saúde e isso virou um mercado bilionário.

Se você acha que mimar o seu cachorro ou gato é exagero, os dados mostram que você está em minoria. O mercado pet brasileiro confirmou que a "humanização dos animais" não é modismo — é uma revolução econômica real e crescente.

Segundo a Abinpet, Associação Brasileira da Indústria do Setor de Estimação, o setor deve crescer 9,6% em 2026, movimentando mais de R$ 80 bilhões no país — impulsionado por serviços como creches, spas e terapias para cães e gatos. Para se ter uma ideia do tamanho disso, esse valor supera o PIB de vários países da América Latina.


A curiosidade que vai te impressionar

Estima-se que, para cada R$ 1 gasto em pet food, nada menos que R$ 0,50 vão direto para impostos — percentual muito superior à média dos Estados Unidos (7%) e da Europa (18%). Mesmo assim, o mercado não para de crescer.

Atualmente, há estatisticamente 1,8 animal de estimação por residência no Brasil, e o país já é o 3º maior mercado pet do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China.


O novo comportamento de consumo

O segmento de veterinária e pet shop registrou alta de 40% em 2025, sendo um dos maiores crescimentos entre todos os setores do varejo brasileiro. E o perfil do que se compra mudou radicalmente: a conversa em 2026 já não é só sobre saúde física do animal — cresce a demanda por saúde mental do pet, com brinquedos inteligentes, tapetes olfativos e circuitos de desafio para reduzir ansiedade.

Só em São Paulo, já existem cerca de 900 espaços de creche e resort para cães, oferecendo piscina aquecida, hidroterapia, cromoterapia, acupuntura e acompanhamento veterinário contínuo.


O que isso revela sobre a sociedade

80% dos brasileiros planejam adotar hábitos mais sustentáveis em 2026, e isso inclui o universo pet — com crescente busca por produtos sem conservantes artificiais, brinquedos com materiais reciclados e marcas com posicionamento ambiental claro.

No fundo, a mensagem é clara: numa sociedade marcada por solidão urbana, instabilidade econômica e novos modelos de família, o pet deixou de ser um animal doméstico e passou a ser, literalmente, um membro da família — com orçamento, agenda e plano de saúde próprios.

E o mercado, claro, soube cobrar por isso.

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