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O grupo Fleury reportou lucro líquido de R$ 201,2 milhões no primeiro trimestre de 2026

O grupo de medicina diagnóstica Fleury reportou lucro líquido de R$ 201,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 12,2% em relação ao lucro registrado no mesmo período do ano anterior.

O resultado do período foi influenciado principalmente pelo desempenho operacional das unidades de atendimento, pela evolução do segmento de saúde integrada e por iniciativas de eficiência operacional e captura de sinergias. "A gente começa o ano de 2026, que é o ano do nosso centenário, com um trimestre onde a gente mantém muita consistência naquilo que é a nossa estratégia de crescer organicamente", disse à Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) a diretora-presidente da empresa, Jeane Tsutsui.

A receita bruta totalizou R$ 2,410 bilhões no primeiro trimestre, alta de 10,1% em relação ao apurado um ano antes. A receita líquida somou R$ 2,223 bilhões no período, com avanço de 10,3% na comparação anual.

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) ajustado ficou em R$ 606,0 milhões no trimestre, aumento de 10,7% ante o primeiro trimestre de 2025. A margem Ebitda ajustada atingiu 27,3%, variação positiva de 0,08 ponto porcentual (ou 8 bps) na mesma base de comparação.

A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, ficou em 1,0 vez, estável ante o registrado um ano antes. A companhia destacou que mantém uma posição financeira rigorosa, com alavancagem significativamente abaixo dos limites estabelecidos em seus instrumentos de dívida.

O diretor Financeiro da empresa, José Antonio Fillipo, destacou que hoje o Fleury tem uma alavancagem baixa, apropriada para o atual momento macroeconômico, de juros mais elevados e que essa estratégia "tem valido a pena", sem impedir que a empresa faça investimentos e pagamento de dividendos aos acionistas. "Temos mantido estratégia, posição de caixa é folgada", destacou.

Operação

No primeiro trimestre de 2026, o negócio de atendimento direto ao consumidor, o chamado B2C, que corresponde a aproximadamente 70% da receita da empresa, registrou crescimento de 15,1% na receita bruta. Dentro deste segmento, a marca Fleury avançou 12,1%, enquanto as operações em Minas Gerais e as demais marcas de São Paulo cresceram 19,7% e 28,1%, respectivamente, impulsionadas tanto por performance orgânica quanto por aquisições recentes.

Já o segmento de atendimento a laboratórios e hospitais, o B2B, o Fleury também apresentou evolução, com alta de 5,5% na receita, reflexo da performance do modelo lab-to-lab. Em contrapartida, o segmento de Novos Elos, que inclui infusões, ortopedia e oncologia, registrou uma redução de 12,8% na receita bruta, variação explicada por uma base de comparação atípica no mesmo período do ano anterior.

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