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OpenAI prepara dispositivo de IA sem tela com design de Jony Ive e preço acima de US$ 300

A OpenAI prepara um novo passo para levar a inteligência artificial para além dos computadores e smartphones. A empresa desenvolve um dispositivo inteligente sem tela, projetado em parceria com Jony Ive, ex-chefe de design da Apple, que deverá funcionar como uma espécie de versão física e permanente do ChatGPT. Novos detalhes divulgados nesta sexta-feira (7) indicam que o aparelho poderá custar entre US$ 300 e US$ 400 e chegar ao mercado em 2027.


Segundo informações divulgadas pela imprensa especializada, o equipamento terá aproximadamente o tamanho de um disco de hóquei e um formato que lembra uma pequena rosquinha. O aparelho deverá funcionar com bateria, permitindo que seja transportado entre diferentes ambientes da casa, e contará com alto-falantes, câmeras, sensores e elementos móveis capazes de reagir durante a interação com o usuário.


A proposta é criar uma experiência diferente dos atuais celulares e assistentes domésticos. Em vez de depender de uma tela para exibir aplicativos e informações, o dispositivo deverá apostar principalmente em conversas por voz e na capacidade da inteligência artificial de compreender o ambiente ao redor. A expectativa é que o sistema consiga oferecer respostas e assistência de maneira mais natural e contextualizada.


O projeto também representa uma mudança importante na estratégia da OpenAI. Conhecida principalmente pelo desenvolvimento do ChatGPT e de modelos de inteligência artificial, a companhia vem ampliando seus investimentos em hardware. Em 2025, a OpenAI anunciou a aquisição da startup de dispositivos io Products, fundada por Jony Ive, em uma operação avaliada em aproximadamente US$ 6,5 bilhões.


A empresa já sinalizou que o aparelho não deverá ser um projeto isolado. O presidente da OpenAI, Greg Brockman, afirmou recentemente que a companhia trabalha no desenvolvimento de uma “família de dispositivos” destinada à interação com seus modelos de inteligência artificial. Outros formatos de produtos vêm sendo estudados, embora os detalhes ainda não tenham sido oficialmente apresentados.


Caso o projeto avance conforme o planejado, a OpenAI entrará diretamente em um mercado atualmente ocupado por gigantes como Apple, Google e Amazon. A aposta também coloca em teste uma questão central para a próxima fase da inteligência artificial: se os assistentes digitais conseguirão deixar de ser apenas programas dentro de computadores e celulares para se transformar em dispositivos próprios presentes no cotidiano dos usuários.

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