O contrato mais líquido do ouro fechou em alta de mais de 1% nesta terça-feira, 4, recolocando o metal acima do nível de US$ 4.100, em uma sessão com forte atenção aos desdobramentos no Oriente Médio. Declarações de autoridades americanas sobre um acordo com o Irã levaram o barril de petróleo Brent a ficar abaixo do nível de US$ 80, reduzindo pressões inflacionárias e o impulso que os rendimentos dos Treasuries receberam recentemente, o que abriu espaço para valorização do ouro.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 1,52%, a US$ 4.152,6 por onça-troy. A prata para setembro subiu 4,13%, a US$ 60,245 por onça-troy.
Em entrevista à CNBC, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que há possibilidade de um acordo "entre hoje e amanhã" com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, enquanto uma fonte da Al Arabiya informou que haverá um anúncio nas "próximas horas ou amanhã" sobre os arranjos para a reabertura completa da via.
Nos Estados Unidos, houve a divulgação do relatório Jolts, com a abertura de postos de trabalho caindo para 7,359 milhões em junho. O resultado ficou abaixo da previsão de analistas consultados pela FactSet, de 7,4 milhões. A divulgação dos próximos dados na semana incluem o relatório de emprego da ADP na quarta (5) e os números do payroll na sexta-feira, 7.
A Capital Economics acredita que os fundamentos econômicos americanos acabarão favorecendo o dólar. "Nossa avaliação é que esse fator se sobreporá às questões mais incertas em torno das opiniões do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh. Afinal, a maioria no Fed parece determinada a endurecer a política monetária caso a inflação permaneça acima da meta", avalia.
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