Líder do ranking da Fifa e apontada entre as seleções a serem batidas no momento, a Espanha deu mais uma demonstração que chegará à Copa do Mundo dos Estados Unidos, Canadá e México, no meio do ano, como forte candidata ao título - seria seu segundo. Jogando no estádio La Ceramica, em Villarreal, a Fúria superou a Sérvia por 3 a 0 com show do futebol coletivo, subindo para 27 partidas de invencibilidade (contando amistosos), sendo 21 triunfos. Em jogos oficiais a marca espanhola é ainda maior, com 33 partidas sem derrotas.
Atacante da Real Sociedad, Oyarzabal anotou duas vezes, mostrando faro artilheiro apurado. Estreante, Victor Muñoz completou o placar ao substituir Lamine Yamal, que deu enorme trabalho com seu talento acima do normal enquanto esteve em campo. Já o goleiro Unaí Simón quase não trabalhou - até levou um gol na etapa final, de Birmanceviv, mas o atacante fez falta em Cucurella.
O técnico Luis de la Fuente utiliza a Data Fifa - ainda encara o Egito, na terça-feira - para realizar os últimos ajustes na equipe, comandada pelo jovem Lamine Yamal, do Barcelona, e os experientes Llorente e Rodri, e que entrou em campo sem saber o que era perder havia 26 jogos. Desde o 1 a 0 para a Colômbia em amistoso disputado em março de 2024, os espanhóis vêm de resultados positivos.
E nada de desmerecer a campanha espanhola. Na série invicta, somou resultados importantes, sobretudo na conquista da Eurocopa de 2024, com triunfos diante de Itália (1 a 0), Croácia (3 a 0), Alemanha, França e Inglaterra (ambos por 2 a 1). Também havia encarado a Sérvia, na Liga das Nações, com fáceis 3 a 0. Ainda empatou por 3 a 3 com o Brasil. A Argentina seria rival na Finalíssima, mas o jogo acabou cancelado.
Diante de uma oponente fora da Copa do Mundo, mas com elenco a ser respeitado, a Espanha iniciou o amistoso no campo ofensivo, tentando abrir o marcador rápido. A novidade na rival era a ausência da defesa com três zagueiros que a caracterizou por anos. Após três tentativas equivocadas de Baena, a troca de passes e o lindo cortaluz do próprio Baena terminou com gol de Oyarzabal aos 16 minutos.
A Espanha imprimia um ritmo ofensivo alucinante e Yamal carimbou a trave pouco depois do gol, para lamento de La Fuente, com as mãos à cabeça incrédulo com o lance que não terminou com bola na rede sérvia.
Apenas uma seleção jogava e era questão de tempo novos gols. Mesmo com marcação dupla, Yamal aprontava para cima dos defensores. A torcida delirava com os dribles do abusado atacante. Em cruzamento, a Sérvia reclamou de pênalti após trombada de Baena com Pavlovic. O espanhol desistiu do lance para impedir o zagueiro de chegar na bola, mas o árbitro ignorou.
Autor da assistência no primeiro gol, Fermín López deixou sua marca aos 35. Como a bola bateu acidentalmente em seu braço antes da finalização, o lance acabou impugnado. Nada de desespero. O inspirado Oyarzabal acertou uma bomba e ampliou aos 43. Mandou beijinhos para comemorar.
A segunda etapa serviu para La Fuente observar seus suplentes. Ele mexeu do meio para a frente, colocando Dani Olmo, Fornals, o estreante Victor Muñoz e Ferran Torres. A apresentação era mais modesta, mesmo assim com lindas trocas de passes.
Birmanceviv até descontou, mas o árbitro acusou empurrão pelas costas em Cucurella. O atacante pediu avaliação do VAR, mas não havia árbitro de vídeo no amistoso. A primeira finalização espanhola na etapa foi do substituto de Yamal. E com bola na rede após assistência de Ferran Torres.
O jogador do Barcelona teve duas oportunidades em mesmo lance para a Espanha alcançar a goleada, porém parou em defesas de Vanja Milinkovic-Savic. O goleiro ainda brilhou com Dani Olmo cara a cara.
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