Países do Golfo Pérsico e da Ásia começam a avaliar medida para contornar o Estreito de Ormuz e continuar a exportar petróleo e gás, em meio ao bloqueio iraniano diante da guerra com os Estados Unidos e Israel.
Funcionários e executivos da indústria afirmaram ao Financial Times que novos oleodutos podem ser a única maneira de reduzir a vulnerabilidade duradoura dos países do Golfo à interrupção no estreito, embora tais projetos sejam caros, politicamente complexos e levem anos para serem concluídos.
O conflito atual evidenciou o valor estratégico do oleoduto Leste-Oeste de 1.200 km da Arábia Saudita, entregando 7 milhões de barris de petróleo por dia ao porto do Mar Vermelho em Yanbu, contornando completamente Ormuz.
O Iraque, especificamente, começou a exportar petróleo bruto usando caminhões-tanque através da Síria, segundo o Ministério do Petróleo do país. Membro fundador da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o Iraque é extremamente dependente de suas exportações da commodity, que representam cerca de 90% das receitas de seu orçamento.
Também enfrentando problemas pela rota tradicional, a Coreia do Sul negou a possibilidade de pagar taxas a Teerã pela passagem de petróleo e gás, após relatos da mídia local. "Revisar o pagamento de taxas de trânsito de Ormuz é completamente falso e não é algo em consideração", disse um porta-voz do governo à Reuters.
O Reino Unido convocará mais uma reunião de planejadores militares na próxima semana para discutir "opções viáveis" para tornar o Estreito de Ormuz "seguro para navegação", disse o Ministério da Defesa britânico nesta quinta-feira. A Grã-Bretanha acusou o Irã de manter a economia mundial como refém, enquanto diplomatas de mais de 40 países realizaram conversas sobre maneiras de pressionar Teerã a reabrir a rota hoje.
Em meio às demandas por petróleo e derivado, navios cobrem distâncias longas para entregas e ocorrem reviravoltas no fluxo. De acordo com rastreamento e fontes da Bloomberg, o STI Solace, um petroleiro de 250 metros de comprimento, está agora passando pela África Ocidental transportando diesel. Após ser carregado no Reino Unido na segunda metade de março, o petroleiro está a cerca de um terço do caminho de uma viagem de mais de 19.312 km até a Austrália.
O que torna o envio particularmente chamativo é a direção da viagem: a Europa geralmente importa diesel em vez de exportá-lo.
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