A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre o acidente aéreo que matou 62 pessoas em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, e indiciou 16 pessoas ligadas à Voepass. Entre os indiciados estão o presidente da companhia aérea, um mecânico, três despachantes responsáveis pelo planejamento dos voos e três pilotos, além de outros funcionários e ex-funcionários da empresa.
Segundo o relatório final da investigação, o acidente teria decorrido de uma sequência de falhas operacionais e omissões na condução do voo 2283, que caiu em uma área residencial de Vinhedo, matando todos os ocupantes. A queda, ocorrida durante a aproximação para pouso, chocou o país pela quantidade de vítimas e pela forma como a aeronave atingiu o solo, girando em parafuso.
A Justiça determinou que os indiciados fiquem proibidos de deixar o país enquanto o Ministério Público Federal analisa o inquérito para decidir sobre eventual denúncia criminal. Familiares das vítimas acompanham o desenrolar do caso desde a tragédia, cobrando responsabilização e mudanças nos protocolos de segurança da aviação regional brasileira.
Dois anos após o acidente, o caso segue como um dos mais graves da aviação civil brasileira nas últimas décadas, servindo de referência para debates sobre fiscalização de companhias aéreas regionais e manutenção de aeronaves de pequeno porte no país.
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