O perfil da Casa Branca nas redes sociais publicou um vídeo que transforma os ataques dos EUA contra o Irã em um jogo de videogame. A cada bombardeio aparece a pontuação "+100". A montagem é inspirada no game Call of Duty, no qual o jogador pontua com mortes acumuladas. O vídeo, de aproximadamente um minuto de duração, é acompanhado da legenda: "Uma cortesia de vermelho, branco e azul (as cores da bandeira dos EUA)".
Na simulação de videogame, a Casa Branca apresenta diversas imagens dos ataques militares recentes dos EUA contra o Irã, com as respectivas pontuações de eliminação. Cenas reais com mísseis, que deixaram mais de mil mortos no Irã, são intercaladas com música em ritmo acelerado. Em alguns momentos, uma voz afirma: "Estamos vencendo esta luta"; e "Assumimos o controle".
Segundo o site especializado GameSpot, não ficou claro se a Activision ou sua controladora, a Microsoft, concordaram com o uso de imagens de Call of Duty pela Casa Branca.
Repetição
Não é a primeira vez que o governo americano recorre a esses tipos de montagens. O Departamento de Segurança Interna enfrentou uma reação negativa após usar imagens e a marca Pokémon para promover as controvertidas operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), em setembro, levando a empresa a se distanciar dos vídeos.
Em outra ocasião, a linha que separa os videogames da realidade confundiu um proeminente apoiador de Trump, o governador do Texas, Greg Abbott, que compartilhou por engano imagens supostamente de um navio americano abatendo um avião iraniano. Na verdade, as imagens foram retiradas do videogame War Thunder, sobre a 2.ª Guerra. Abbott apagou a publicação.
No passado, o presidente americano criticou a cultura dos videogames, classificando-a como a razão pela qual a sociedade tem "jovens problemáticos". Desta vez, ele não se pronunciou.
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