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DN.

Presidente do Fed diz que implicações dos desdobramentos no Oriente Médio são incertas

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, disse que a economia dos Estados Unidos está crescendo em um ritmo sólido, mas que os impactos da guerra no Oriente Médio são "incertos". "As implicações dos desdobramentos no Oriente Médio para a economia dos EUA são incertas", disse ele, em coletiva de imprensa, no período da tarde desta quarta-feira, 18.

Segundo ele, os dirigentes seguem atentos aos riscos para ambos os lados do mandato duplo, de máximo emprego e estabilidade de preços.

"A economia dos EUA tem se expandido em um ritmo sólido, ao passo que a geração de empregos tem permanecido baixa", disse Powell. "A taxa de desemprego sofreu poucas alterações nos últimos meses, e a inflação permanece um tanto elevada", acrescentou.

Powell afirmou ainda que os gastos dos consumidores seguem resilientes, e o investimento fixo das empresas continuou a se expandir. "Em contrapartida, a atividade no setor imobiliário permaneceu fraca", avaliou.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed manteve a taxa dos Fed Funds na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. Trata-se da segunda reunião consecutiva de estabilidade, após três reduções seguidas no ano passado - em setembro, outubro e dezembro. A decisão, contudo, não teve consenso: o diretor Stephen Miran votou por um corte de 25 pontos-base.

Powell disse que ainda é cedo para mensurar o tamanho e a duração dos impactos dos conflitos no Oriente Médio no mercado de energia e na economia. "Estamos bem cientes do desempenho da inflação nos últimos anos e de como uma série de choques interrompeu o progresso que fizemos ao longo do tempo, e isso aconteceu mais recentemente com as tarifas, e agora haverá alguns efeitos na inflação daqui para frente", comentou.

Segundo Powell, o que é realmente importante neste ano é o progresso na inflação de bens, à medida que os efeitos únicos das tarifas nos preços passam pelo sistema e pela economia. "Essa é a principal coisa que estamos monitorando", disse, explicando que o indicador é importante para saber se o Fed tem conseguido obter progressos na condução da política monetária.

"Algum progresso na inflação deve vir à medida que começamos a ver, no meio do ano passado, desaceleração inflacionária após as tarifas". "Se houver mesmo esse progresso, haverá corte de taxa." Na sua visão, cortes passados nas taxas de juros devem ajudar a estabilizar o mercado de trabalho nos EUA.

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