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Princesa Isabel completa 180 anos e permanece como figura central da história da abolição no Brasil

A Princesa Isabel completaria 180 anos nesta quarta-feira (29). Nascida em 29 de julho de 1846, no Rio de Janeiro, Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga foi a filha mais velha de Dom Pedro II e herdeira do trono do Império do Brasil. Seu nome entrou para a história por ter assinado, em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea, que extinguiu oficialmente a escravidão no país.

Durante as ausências de Dom Pedro II em viagens ao exterior, Isabel assumiu a Regência do Império em três ocasiões. Foi justamente em seu terceiro período como regente que sancionou a Lei Áurea, composta por apenas dois artigos e responsável por abolir a escravidão sem prever indenização aos proprietários de escravizados nem políticas de integração para a população recém-liberta.

A assinatura da Lei Áurea representou o desfecho de um longo processo de mobilização conduzido por abolicionistas, parlamentares, jornalistas, intelectuais, movimentos negros e pela resistência das próprias pessoas escravizadas. Embora o ato tenha marcado juridicamente o fim da escravidão, historiadores destacam que a abolição não foi resultado de uma decisão individual, mas da pressão social e política construída ao longo de décadas.

Após a Proclamação da República, em 1889, a família imperial foi obrigada a deixar o Brasil e viveu no exílio na Europa. A Princesa Isabel morreu em 14 de novembro de 1921, na França, aos 75 anos. Passados 180 anos de seu nascimento, ela continua sendo uma das personagens mais debatidas da história brasileira, associada tanto ao ato formal da assinatura da Lei Áurea quanto às discussões sobre o legado da escravidão e os desafios enfrentados pela população negra após a abolição.

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