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Projeção de déficit primário do setor público em 2026 segue em 0,50% do PIB no Focus do BC

A mediana das estimativas do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para o déficit primário do setor público consolidado em 2026 permaneceu em 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB) pela 12ª semana consecutiva. A meta fiscal deste ano é de um superávit primário de 0,25% do PIB nas contas do governo central, com tolerância de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos.

A estimativa intermediária para 2027 continuou indicando um déficit primário de 0,40% do PIB nas contas do setor público pela sétima semana seguida. A meta do ano que vem vai ser de um superávit primário de 0,50% do PIB no Governo Central. A tolerância também é de 0,25 ponto para mais ou para menos.

As projeções fiscais do Focus costumam indicar déficits maiores do que a meta do governo por duas razões.

Elas se referem ao setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e empresas estatais, exceto Petrobras e Eletrobras), enquanto o alvo vale apenas para o Governo Central. Além disso, vários gastos não são contabilizados na meta fiscal, como o pagamento de precatórios e algumas despesas com a área de defesa.

Nominal

A estimativa intermediária para o déficit nominal de 2026 permaneceu em 8,50% do PIB pela oitava semana consecutiva. A mediana para o rombo nominal de 2027 continuou em 8,00% do PIB pela 11ª semana seguida.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. O resultado nominal reflete o saldo após o gasto com juros e outras despesas financeiras.

A mediana para a dívida líquida do setor público (DLSP) como proporção do PIB em 2026 permaneceu em 69,90% pela sétima semana consecutiva. A estimativa intermediária para 2027 oscilou de 73,43% para 73,48% do PIB. Quatro semanas atrás, estava em 73,46%.

Setor externo

Na mesma pesquisa, a mediana no relatório Focus para o déficit em transações correntes do Brasil em 2026 diminuiu de US$ 61,20 bilhões para US$ 60,50 bilhões. Um mês antes, era de US$ 64,70 bilhões.

A projeção para o déficit de 2027 seguiu de US$ 62,00 bilhões pela segunda leitura seguida. Quatro semanas atrás, era de US$ 65,00 bilhões.

As expectativas do mercado sugerem que o déficit em conta corrente continuará sendo financiado pelos Investimentos Diretos no País (IDP). A mediana para entrada líquida em 2026 permaneceu em US$ 75,00 bilhões pela 12ª semana consecutiva. A estimativa intermediária para 2027 aumentou de US$ 77,58 bilhões para US$ 77,80 bilhões. Um mês antes, era de US$ 78,50 bilhões.

A mediana de superávit comercial em 2026 seguiu em US$ 75,00 bilhões pela segunda leitura seguida. Um mês antes, era de US$ 70,00 bilhões. A projeção para o superávit comercial de 2027 também permaneceu em US$ 75,00 bilhões. Quatro semanas atrás, era de US$ 73,10 bilhões.

O Banco Central estima um déficit de US$ 58 bilhões na conta corrente em 2026 e entrada de US$ 70 bilhões em IDP, conforme o Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre de 2026. A estimativa para o superávit comercial de 2026 é de US$ 73 bilhões.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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