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Queda de 0,83% do IPP de julho é a maior desde junho de 2025, diz gerente do IBGE

A queda de 0,83% no Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrada na passagem de junho para julho é a maior desde junho de 2025, afirmou o gerente da pesquisa, Murilo Alvim.

Naquele mês, o indicador havia recuado 1,27%. Já o resultado de julho representou a terceira queda mensal consecutiva do indicador. Em maio, o IPP caiu 0,3% e, em junho, recuou 0,81%.

O técnico do IBGE ressaltou que apesar da sequência de resultados negativos, os indicadores de longo prazo continuam no campo positivo. O acumulado do IPP no ano chegou a 3,09% e o acumulado em 12 meses registrou um avanço de 1,94%.

"Em ambos os casos, houve desaceleração, mas ainda sem mudança de sinal", ressaltou o pesquisador.

Na análise por grandes categorias econômicas, o recuo do IPP foi influenciado, principalmente, por bens intermediários, cujos preços caíram 1,83% em julho. O resultado mensal, segundo Alvim, foi mais uma vez influenciado pelos preços da cadeia de petróleo. Já os bens de capital foram na direção contrária e tiveram uma alta de 2,75%.

"Foi a maior variação para essa categoria nos últimos cinco anos, e que ajudou a conter o recuo ainda maior no resultado geral das indústrias". A alta nessa categoria foi liderada pelo preço dos computadores.

"O setor de equipamentos de informática teve maior avanço da série histórica. O resultado está ligado ao reajuste de componentes e à escassez global de chips", disse.

O setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos registrou alta de 11,37% em julho ante junho, sendo a principal atividade com variação positiva no mês.

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