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Quem é Cilia Flores, primeira-dama da Venezuela capturada com Maduro pelo governo Trump

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A primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores, casada com o ditador Nicolás Maduro desde 2013, e capturada com o marido pelo governo americano de Donald Trump, é advogada, tem 69 anos e atua politicamente em seu país com forte engajamento na Revolução Bolivariana, que levou Hugo Chávez e seu sucessor, Maduro, ao poder.

No jargão oficial do país, é tida como a "primeira-combatente", designação que substitui o cargo de primeira-dama. É considerada por especialistas como uma das vozes mais influentes do chavismo e tem papel relevante como conselheira do ditador.

Desde 2016, ela é deputada na Assembleia Nacional da Venezuela pelo Estado de Cojedes, onde nasceu.

O relacionamento entre Flores e Madurou começou na década de 1990, quando ela atuou como principal advogada da equipe de defesa de Hugo Chávez para libertá-lo da prisão em 1994, após o insucesso do golpe contra o presidente Carlos Andrés Pérez.

Flores é membro do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e substituiu Maduro como presidente da Assembleia em agosto de 2006, quando ele foi nomeado ministro das Relações Exteriores.

Foi a primeira mulher a ocupar a presidência da Assembleia Nacional, cargo no qual permaneceu de 2006 a 2011. Atuou ainda como Procuradora-Geral da República entre 2012 e 2013.

Também foi presidente do Comando Político da Revolução Bolivariana e fez parte do Comando Tático para Revolução, organização que estava à frente da máquina política de Chávez para colocá-lo no poder.

Polêmicas

A trajetória de Flores é marcada por polêmicas. Ela já foi acusada de nepotismo por nomear parentes próximos como funcionários da Assembleia Nacional, enquanto era deputada.

Dois sobrinhos de Flores, Efraín Antonio Campos Flores e Francisco Flores de Freitas, foram capturados e presos em Porto Príncipe, no Haiti, pela polícia, quando tentavam levar cocaína para Estados Unidos.

Fiel apoiadora do regime ditatorial de Maduro, a primeira-dama da Venezuela está proibida de entrar em vários países. Foi sancionada pela Colômbia, Canadá, Panamá e Estados Unidos.

Neste sábado, 3, os EUA realizaram um "ataque em grande escala" em Caracas, capital da Venezuela, capturaram Maduro e Flores e os levaram para fora do país. Os dois devem enfrentar acusações após uma denúncia em Nova York, segundo a procuradora-geral Pam Bondi.

Maduro foi indiciado em 2020 por conspiração de "narcoterrorismo", mas não se sabia anteriormente que Flores também havia sido indiciada.

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