Eduardo Magrini, conhecido como "Diabo Loiro", apontado como líder do esquema e ex-padrasto do funkeiro MC Ryan SP, é um dos alvos de operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo realizada na manhã desta sexta-feira, 8, para desarticular um grupo criminoso que teria lavado dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de empresas de transporte e rodeios.
Magrini também foi alvo recente de uma investigação sobre branqueamento de ativos milionários da facção. A reportagem tenta contato com a defesa de Eduardo Magrini. O espaço está aberto.
"Diabo Loiro" foi preso em outubro do ano passado em uma investigação do Gaeco, braço do Ministério Público de combate aos tentáculos do crime organizado, por suspeita de envolvimento em um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.
Segundo o Ministério Público, Magrini acumula diferentes passagens pela polícia. Entre elas, uma em 2012, quando foi preso por tráfico de drogas em uma mansão em Bom Jesus dos Perdões, no interior de São Paulo.
Ele teria participação direta em ataques contra as forças de segurança do Estado, incluindo os atentados contra a sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em 2006.
Nas redes sociais, antes de ser preso, Magrini se apresentava como "influencer digital" e compartilhava com cerca de 105 mil seguidores fotos em viagens, rodeios e ao lado de carros de luxo.
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