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Rã-de Darwin busca sobreviver à extinção com apoio da ciência

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A rã-de Darwin (Rhinoderma darwinii), uma espécie endêmica das florestas temperadas do sul do Chile e da Argentina, está à beira da extinção devido a uma combinação de ameaças que incluem perda e fragmentação de habitat, poluição e uma doença fúngica emergente conhecida como quitridiomicose. Estima-se que existam menos de mil indivíduos em estado selvagem, com populações altamente fragmentadas nas áreas onde ainda ocorrem.

Essa espécie é conhecida por características únicas, como o comportamento reprodutivo em que o macho carrega os girinos no seu saco vocal, protegendo-os até o momento em que se transformam em pequenas rãs. Essa adaptação extraordinária, ao mesmo tempo que garante maior cuidado parental, torna a espécie mais vulnerável a mudanças bruscas no ambiente.

Pesquisas científicas recentes identificaram que o fungo patógeno responsável pela quitridiomicose ataca a pele dos anfíbios, órgão vital para a respiração e equilíbrio hídrico dessas rãs, acelerando o declínio populacional. Entender a dinâmica da doença e como ela se espalha mesmo em populações pequenas e isoladas é um passo crítico para estratégias de conservação mais eficazes.

Especialistas destacam que a situação desses anfíbios não é apenas um caso isolado, mas um indicador da saúde das florestas nativas do sul da América do Sul, já que anfíbios são sensíveis a alterações ambientais e podem sinalizar problemas maiores nos ecossistemas. 

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