Caso o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decida reverter a prorrogação da CPMI do INSS, a comissão deverá levar os trabalhos até o limite. O plano B, em caso de derrota na Corte, é ler o parecer final do relator, Alfredo Gaspar (União-AL) nesta sexta-feira, 27, e votar o texto numa incomum sessão no sábado, 28, último dia de funcionamento do colegiado.
O relatório de Gaspar tem mais de 5 mil páginas e cerca de 220 pedidos de indiciamento. O relator disse que ainda analisa a possibilidade de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ser incluído entre as duas centenas de nomes.
O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), porém, trabalha para aprovar um relatório de consenso entre governo e oposição de modo a impedir uma derrota na votação do parecer no sábado, caso a prorrogação não venha.
As atenções da CPMI estão no julgamento do plenário do Supremo, previsto para começar na tarde desta quinta-feira, 26.
"Se prevalecer a vontade do governo federal, se prevalecer a vontade de Lula para encerrar as investigações porque dentre vários fatos o filho dele está sendo citado, haverá derrubada da decisão do ministro André", afirmou Gaspar. "Se prevalecer a Constituição e a necessidade de aprofundarmos as investigações, a decisão será mantida."
O Estadão mostrou que ministros e assessores do STF firmam que a tendência é que a maioria dos dez atuais integrantes da Corte vote pela derrubada da decisão do ministro André Mendonça, relator do pedido de adiamento feito pela CPMI.
Na segunda-feira, 23, Mendonça determinou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), receba no prazo de 48 horas o requerimento com assinaturas necessárias para a extensão do prazo, faça a leitura do documento e prorrogue a CPMI.
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