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Relatório revela baixa proporção de investimentos em saúde da mulher

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Um novo relatório internacional sobre investimentos em saúde divulgado em janeiro de 2026 aponta que a área dedicada à saúde da mulher ainda recebe uma fração pequena dos recursos privados destinados ao setor de saúde, apesar de mulheres representarem quase metade da população mundial.

Segundo o “Women’s Health Investment Outlook 2026”, produzido pelo World Economic Forum em parceria com o Boston Consulting Group (BCG), apenas 6% de todo o capital privado investido em saúde é direcionado à saúde feminina. Isso significa que, de cada 10 dólares aplicados em investimentos privados de saúde, menos de um dólar é dedicado a iniciativas e empresas focadas na saúde da mulher.

Foco restrito de investimentos

O relatório destaca que a maior parte desses poucos fundos (90%) concentra-se em três áreas específicas:

  • cânceres femininos (como câncer de mama e de colo do útero),
  • saúde reprodutiva,
  • saúde materna e neonatal.
  • Outras áreas com grande impacto na saúde das mulheres — como doenças cardiovasculares, osteoporose, menopausa, Alzheimer, endometriose, síndrome do ovário policístico e saúde menstrual — continuam substancialmente subfinanciadas ou negligenciadas.

Potencial econômico e de impacto social

O estudo também aponta que ampliar investimentos em diversas áreas da saúde feminina poderia gerar valor econômico significativo e ao mesmo tempo melhorar os desfechos de saúde globalmente. Por exemplo, condições como doenças cardiovasculares e distúrbios metabólicos, se recebessem mais atenção e financiamento, poderiam representar mais de US$ 100 bilhões em oportunidades de mercado até 2030, segundo análises associadas ao relatório.

Desigualdade global de financiamento

Outro ponto observado é que países de baixa e média renda enfrentam lacunas ainda mais profundas de financiamento, agravando disparidades no acesso a serviços de qualidade para mulheres. Essa falta de capital pode limitar o desenvolvimento de novos tratamentos, tecnologia voltada ao cuidado feminino e pesquisa de condições que afetam milhões de mulheres mundo afora.

Chamada à ação para investidores e formuladores de políticas

Os autores do relatório concluem que, embora haja um crescente interesse dos investidores em saúde da mulher como um segmento de crescimento, são necessárias ações mais proativas de governos, setor privado e iniciativas filantrópicas para ampliar o financiamento de áreas negligenciadas. Além de incentivos financeiros, o estudo recomenda maior transparência nos retornos do investimento e políticas que reduzam riscos para novos aplicadores de capital. 

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