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Ronco pode ultrapassar 100 decibéis e afetar saúde e qualidade de vida, alertam especialistas

O ronco, muitas vezes tratado como um incômodo trivial, pode atingir níveis de ruído comparáveis a ambientes urbanos intensos e até a equipamentos industriais. Dados reunidos pela Associação Brasileira do Sono indicam que o volume dos roncos varia entre 50 e 100 decibéis, faixa que vai de uma conversa normal ao barulho de uma serra elétrica. Em casos extremos, já houve registros próximos de 100 decibéis, patamar considerado prejudicial quando frequente.

Além do impacto sonoro, o ronco é um importante sinal de alerta para possíveis problemas respiratórios. Especialistas destacam que, quando persistente, pode estar associado a condições como desvio de septo, alergias ou até apneia do sono distúrbio caracterizado por pausas na respiração durante o sono. Nesses casos, a recomendação é buscar avaliação com um otorrinolaringologista para diagnóstico adequado.

A incidência do problema é significativa: cerca de 40% da população adulta ronca, segundo estimativas. O quadro se torna ainda mais frequente com o avanço da idade, atingindo aproximadamente 60% dos homens acima dos 60 anos. Outros grupos também apresentam maior predisposição, como pessoas com sobrepeso, fumantes, indivíduos que consomem bebidas alcoólicas com frequência e mulheres no período pós-menopausa.

O impacto do ronco vai além de quem o apresenta. Parceiros e familiares costumam sofrer com a interrupção do sono, o que pode comprometer a qualidade de vida e até a saúde mental. Em níveis mais altos, o ruído pode ultrapassar 80 decibéis, comparável ao trânsito intenso, tornando o ambiente doméstico desconfortável.

Entre as principais medidas preventivas estão o controle do peso, a prática regular de atividade física e a manutenção de uma rotina de sono adequada. Ajustar a posição ao dormir, elevar a cabeceira da cama e evitar o consumo de álcool antes de deitar também são estratégias recomendadas. Em paralelo, o tratamento de condições respiratórias é essencial para reduzir ou eliminar o problema.

Mais do que um simples barulho noturno, o ronco deve ser encarado como um indicador de saúde. A atenção aos sinais e a busca por acompanhamento médico podem fazer a diferença na prevenção de complicações e na melhoria da qualidade do sono.

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