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Rubio: EUA estão prontos para trabalhar com líderes da Venezuela, caso tomem decisão certa

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O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os EUA estão prontos para trabalhar com líderes da Venezuela depois da deposição do líder Nicolás Maduro, caso eles tomem "a decisão correta", de acordo com a transcrição da entrevista para a CBS News, neste domingo.

"Vamos avaliar tudo pelo que eles fizerem, e vamos ver o que farão", disse. "Sei de uma coisa: se eles não tomarem a decisão correta, os EUA manterão diversas ferramentas de pressão", acrescentou.

Na ocasião, Rubio destacou que os americanos querem ver a Venezuela se transformar em um lugar "completamente diferente do que é hoje", mas descartou que a mudança aconteça de maneira rápida. "O que esperamos é que o país caminhe nessa direção. Acreditamos que isso seja do nosso interesse nacional e, francamente, do interesse do povo venezuelano", mencionou.

Para o secretário, o petróleo segue sendo crucial para o futuro da Venezuela, mas a indústria petrolífera venezuelana está falida, na avaliação dele. Rubio afirmou que o país sul-americano não têm capacidade para reerguer essa indústria e, por isso, precisa de investimento de empresas privadas, que só investirão sob certas garantias e condições. "Esse investimento precisa beneficiar o povo venezuelano. No momento, toda essa riqueza é roubada", defendeu.

O secretário avaliou que os EUA estão em guerra contra organizações de narcotráfico e não contra a Venezuela, em entrevista para a NBC News neste domingo. O comentário acontece depois de Washington justificar a deposição do líder venezuelano Nicolás Maduro pela falta de apoio no combate ao narcotráfico na região.

"Continuamos com o direito de fazer ataques contra navios de narcotraficantes que trazem drogas para os EUA e estão sendo operados por organizações criminosas, incluindo o Cartel de los Soles - que agora o líder está sob custódia americana", disse.

Rubio afirmou que são esperadas "mudanças de todas as maneiras" na Venezuela e que as alterações mais imediatas são aquelas que atendem aos interesses nacionais dos EUA.

"Os primeiros passos são garantir o que é do interesse nacional dos Estados Unidos e também benéfico para o povo da Venezuela. Chega de tráfico de drogas, chega de presença do Irã/Hezbollah na Venezuela, chega de usar a indústria do petróleo para enriquecer todos os nossos adversários", destacou.

Sobre "governar" o país latino, ele mencionou que "quer que a Venezuela siga numa determinada direção porque não só achamos que é bom para o povo venezuelano, como também é do interesse nacional americano".

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