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Rubio: EUA podem cumprir objetivos no Irã sem envio de tropas terrestres

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta sexta-feira, 27, que os objetivos militares de Washington no Irã estão adiantados e podem ser alcançados sem o envio de tropas terrestres, embora milhares de militares americanos já estejam a caminho da região. Segundo ele, o presidente Donald Trump precisa estar preparado para "múltiplas contingências", garantindo uma ampla gama de opções caso o cenário se deteriore.

Após reunião do G7 na França, a repórteres, Rubio minimizou relatos de apoio russo ao Teerã, dizendo que "não há nada que a Rússia esteja fazendo pelo Irã que afete a eficácia" das operações americanas. Em paralelo, reforçou que, embora não haja desvio de ajuda militar da Ucrânia até o momento, os EUA priorizarão seus próprios interesses: "Se precisarmos de algo para a América, vamos manter para a América primeiro".

O secretário ainda afirmou que a manutenção da navegação no Estreito de Ormuz será um "desafio imediato" mesmo após o fim das hostilidades. "É importante que o mundo tenha um plano", afirmou, defendendo coordenação internacional.

Sobre a guerra na Ucrânia, o secretário negou que a assistência esteja condicionada à cessão de territórios e afirmou que garantias de segurança só virão após o fim do conflito. Ele ainda disse que declarações do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sobre supostas exigências americanas foram "uma mentira". Anteriormente na semana, a Reuters informou que o ucraniano havia pontuado que os EUA condicionaram garantias de segurança para um acordo de paz à retirada de tropas de Kiev da região de Donbass.

Rubio também acrescentou que não há reuniões agendadas sobre Rússia e Ucrânia no momento. Em relação ao Irã, afirmou que houve troca de mensagens indicando disposição de diálogo, mas que Washington ainda aguarda clareza sobre com quem negociará.

O integrante do governo Trump também rebateu críticas sobre a situação em Cuba, afirmando que "não há bloqueio naval" imposto pelos EUA. Segundo ele, os apagões no país são resultado de "equipamentos antigos que não foram mantidos", e não de sanções ou ações militares americanas.

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