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A Rússia protestou contra o envio de tropas da Otan à Groenlândia, classificando a presença reforçada como parte de uma "militarização acelerada" do Ártico. A embaixada russa na Bélgica, sede da organização, afirmou que a ilha está sendo usada como pretexto contra Moscou e Pequim.
Em comunicado divulgado na quarta-feira, 14, a diplomacia russa disse que "a situação que se desenvolve nas altas latitudes é motivo de extrema preocupação para nós" e acusou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de reforçar sua presença militar com base em ameaças inventadas.
Para Moscou, alguns países europeus estariam usando declarações de Washington com a intenção de promover uma agenda "anti-Rússia e anti-China" e criticam a ideia de que a proteção da Groenlândia dependeria de uma ação direta dos EUA.
Segundo relatórios citados pela diplomacia russa, não houve presença de submarinos russos ou chineses próximos à ilha, evidenciando, na visão de Moscou, a "natureza artificial da histeria que está sendo fomentada".
França, Alemanha, Reino Unido, Noruega e Suécia começaram a enviar tropas à Groenlândia em demonstração de apoio à Dinamarca. Os países defendem que o objetivo das movimentações é demonstrar unidade entre os europeus e sinalizar ao presidente americano, Donald Trump, que uma intervenção direta na ilha não é necessária.
Trump tem deixado claro o interesse na tomada da ilha ártica estratégica e pouco povoada.
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