O Sistema de Mananciais da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) atingiu 50,2% da capacidade neste domingo, 8. O volume total chegou a 976,65 hectômetros cúbicos, após alta de 0,7 ponto porcentual em relação à véspera, segundo dados divulgados pela Sabesp.
Desde o ano passado, a menor disponibilidade hídrica tem sido um desafio para a companhia, que atribui o cenário a chuvas abaixo do esperado, consumo elevado e aos efeitos das mudanças climáticas. Nos últimos meses de 2025, os reservatórios chegaram ao menor patamar desde 2015, quando a região enfrentou uma crise hídrica histórica.
Neste domingo, o Sistema Cantareira, o mais relevante para o abastecimento da região, também registrou avanço de 0,7 ponto porcentual, atingindo 37,7% da capacidade. Em setembro, o manancial operava com menos de 30%. Com a melhora observada desde o início deste ano, o sistema foi reclassificado para a faixa 3 de alerta a partir de março, o que permite ampliar a captação de água pela Sabesp.
A restrição na captação do Cantareira foi uma das medidas de mitigação adotadas pelo poder regulador diante da piora dos reservatórios. As iniciativas incluem ainda a redução da pressão na distribuição de água na região metropolitana durante as madrugadas.
Desde o início da redução da pressão noturna, em 27 de agosto do ano passado, foram economizados cerca de 105 bilhões de litros de água na RMSP. O volume seria suficiente para abastecer 14,5 milhões de moradores por aproximadamente 30 dias, o equivalente à população da capital, de Guarulhos, São Bernardo do Campo e Mauá, segundo o governo do Estado.
Para reforçar a segurança hídrica, a Sabesp planeja investir mais de R$ 5 bilhões em obras de resiliência e ampliação da oferta de água na região metropolitana até 2027. A expectativa é acrescentar cerca de 8 mil litros por segundo à capacidade do sistema.
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