A gastronomia brasileira acaba de viver um momento que vai ficar marcado nos livros. Em abril de 2026, durante uma cerimônia realizada no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, o Guia Michelin anunciou que dois restaurantes paulistanos — o Evvai e o Tuju — conquistaram a cobiçadíssima terceira estrela Michelin. É a primeira vez na história que restaurantes da América Latina inteira alcançam esse patamar, que representa a excelência máxima da gastronomia mundial.
O chef Luiz Filipe Souza, do Evvai, resumiu a emoção com uma frase que viralizou: "Poucas vezes na vida eu fiquei sem palavras." Sua cozinha é uma fusão sofisticada entre ingredientes brasileiros e a tradição culinária italiana, inspirada na história da imigração. O menu degustação do Evvai, chamado "Oriundi" (que remete justamente à troca de culturas), já vinha acumulando elogios — o restaurante aparece em sexto lugar no ranking La Liste 2026, que avalia os mil melhores restaurantes do planeta, com 97 pontos de 100 possíveis.
Para se ter ideia da dimensão: em todo o mundo, pouquíssimos restaurantes carregam as três estrelas. Esse é o tipo de distinção que transforma um endereço em destino de peregrinação gastronômica internacional. Gente literalmente viaja de outro continente só para jantar ali.
Além dos dois estrelados com três estrelas, a cerimônia também premiou o carioca Madame Olympe com sua primeira estrela, e nenhum restaurante do Rio ou de São Paulo perdeu estrelas nesta edição — o que mostra que a cena gastronômica brasileira está não só crescendo, como se sustentando em alto nível.
Num país onde o prato feito e a comida de boteco são patrimônios culturais, ver a alta gastronomia brasileira sendo reconhecida no mesmo patamar de Paris, Tóquio e Copenhague é, no mínimo, motivo de orgulho — e muita curiosidade sobre o que esses chefs estão colocando no prato.
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