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Diário de Notícias

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Saúde íntima ainda é negligenciada por milhões de brasileiras, aponta levantamento

Mesmo considerada uma das áreas mais importantes da saúde feminina, a ginecologia ainda enfrenta resistência e adiamento entre grande parte das mulheres no Brasil. Dados divulgados pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) mostram que milhões de brasileiras deixam de realizar consultas regulares, aumentando os riscos de doenças silenciosas e diagnósticos tardios.

Segundo o levantamento, cerca de 5,6 milhões de brasileiras não vão ao ginecologista, enquanto outras 16,2 milhões estão há mais de um ano sem passar por uma consulta. O dado mais alarmante revela que aproximadamente 4 milhões de mulheres nunca procuraram atendimento ginecológico ao longo da vida.

A pesquisa também aponta que a média de idade para a primeira consulta é de 20 anos, embora especialistas recomendem que o acompanhamento comece ainda na adolescência, principalmente para orientações preventivas, vacinação e educação sobre saúde íntima.

Apesar da baixa frequência nas consultas, 68% das mulheres entrevistadas afirmaram considerar a ginecologia como a especialidade médica mais importante para a saúde feminina. Ainda assim, 20% das mulheres com mais de 16 anos convivem com o risco de apresentar algum problema de saúde sem sequer imaginar, justamente pela ausência de acompanhamento médico preventivo.

Entre os principais motivos que levam as pacientes ao ginecologista estão a prevenção, responsável por 54% das respostas, seguida por esclarecimento de problemas ginecológicos (20%) e gravidez ou suspeita de gestação (19%).

O levantamento também mostra a influência das relações pessoais na busca por atendimento. Mulheres próximas aparecem como o principal incentivo para procurar um médico, com 57%, seguidas pela mãe, com 44%. Apenas 24% afirmaram buscar atendimento por iniciativa própria.

Especialistas alertam que exames preventivos são fundamentais para identificar precocemente doenças como câncer de colo do útero, endometriose, miomas, infecções sexualmente transmissíveis e alterações hormonais. A recomendação é que as consultas sejam feitas regularmente, mesmo na ausência de sintomas.

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