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Diário de Notícias

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Sexo oral forçado e agressão: o que dizem os novos depoimentos que citam Trump no caso Epstein

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira, 6, parte dos arquivos de Jeffrey Epstein que mencionavam o presidente do país, Donald Trump, e não tinham sido liberados na leva de 3 milhões de documentos tornada pública no fim de janeiro.

Os documentos contêm entrevistas feitas pelo FBI com supostas vítimas de Epstein em 2019. Algumas das conversas mencionam Trump, mas não foram investigadas. Também não foram apresentadas queixas contra o presidente.

Trump negou repetidamente qualquer irregularidade relacionada a Epstein. "Como o presidente Trump disse, ele foi totalmente exonerado de qualquer coisa relacionada a Epstein", disse a porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, em um comunicado.

Um dos relatos menciona que uma das vítimas disse a polícia que tinha uma amiga que teria sido abusada por Trump e Epstein em 1983, em Nova Jérsei. A menina teria entre 13 e 14 anos quando, no encontro, Trump a teria forçado a fazer sexo oral nele "para ensinar como uma garotinha deveria se comportar".

Segundo o relato da vítima, durante o ato, a amiga teria então mordido o presidente, à época empresário do ramo imobiliário em NY. Ao caçoar da reação de Trump com a mordia, ela teria sido agredida.

Contatada pelo FBI quando Trump já era presidente, a amiga da vítima, não quis falar sobre o caso. "Não vai adiantar de nada", ela teria dito.

Outros trechos dos documentos divulgados nesta sexta-feira, 6, dizem que a vítima de Epstein ouvida pelo FBI tinha a sensação de que Trump tinha ciúmes do bilionário e acabava disputando as garotas com ele.

"Trump e Epstein usavam termos como 'carne fresca' e 'imaculada' para se referir às meninas", diz o depoimento.

A vítima disse ainda ao FBI que ouviu Trump e Epstein conversando sobre chantagear pessoas. "A vítima disse ter ouvido Trump falar que tinha permissões de construção irregulares e lavava dinheiro por meio de seus cassinos", diz o depoimento.

Em declaração publicada online na quinta-feira, o Departamento de Justiça reconheceu que, além desses memorandos do FBI, identificou cerca de uma dúzia de outros documentos que foram "codificados incorretamente como duplicados". Além disso, procuradores federais na Flórida determinaram que cinco memorandos de acusação, inicialmente classificados como confidenciais, poderiam ser divulgados com trechos ocultados, informou o departamento.

Quando os arquivos foram tornados públicos no fim de janeiro, as autoridades descreveram o conjunto como incluindo todo o material enviado pelo público ao FBI e reconheceram que isso abrangia alegações não comprovadas. "Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram enviadas ao FBI pouco antes da eleição de 2020', afirmou o departamento em comunicado na época, classificando tais alegações como "infundadas e falsas".

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