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Diário de Notícias

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Shoppings devem desacelerar no 2º trimestre com consumo pressionado, aponta BTG

O desempenho dos shopping centers brasileiros deve perder ritmo no segundo trimestre de 2026, refletindo um cenário de consumo mais cauteloso das famílias. A avaliação é de analistas do BTG Pactual, que projetam resultados modestos para as principais administradoras do setor, diante da combinação de juros elevados, crédito mais caro e orçamento doméstico pressionado.


Segundo o relatório, embora o fluxo de consumidores permaneça relativamente estável, o valor gasto por visita tende a crescer em ritmo menor do que o observado nos últimos trimestres. O ambiente econômico tem levado os consumidores a priorizar compras essenciais, reduzindo o espaço para despesas discricionárias, como moda, lazer e bens de maior valor agregado.


A expectativa também reflete o aumento do comprometimento da renda das famílias com dívidas e financiamentos. Mesmo com medidas de estímulo ao consumo implementadas ao longo do ano, especialistas avaliam que boa parte dos recursos disponíveis tem sido direcionada à quitação de débitos, limitando o impacto positivo sobre as vendas do varejo.


Apesar da desaceleração, o setor continua sendo visto como resiliente. Empresas do segmento seguem investindo na diversificação do mix de lojas, ampliação das áreas de serviços, gastronomia e entretenimento, além de iniciativas voltadas à experiência do consumidor. A estratégia busca aumentar o tempo de permanência dos clientes nos empreendimentos e reduzir a dependência exclusiva das vendas no varejo tradicional.


Analistas destacam que os próximos meses serão determinantes para medir a força da recuperação do consumo no país. A evolução dos juros, da inflação e da confiança das famílias deverá influenciar diretamente o desempenho do comércio e dos shopping centers no segundo semestre de 2026.

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